quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Feliz Natal


Imagem: Postal de Natal pintado com a boca e pés
Autor: José de Jesus PEREIRA dos SANTOS
Fonte: http://www.vdmfk.com/index


Porque ser normal é ser diferente, desejo que neste Natal, todas as nossas necessidades especiais não se vejam, não se oiçam, nem se sintam.
Um abraço solidário.


segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Escola de Pais.nee, agora em Alfândega da Fé



Caros amigos e companheiros, a LEQUE tem o prazer de anunciar que a Câmara Municipal de Alfândega da Fé aderiu ao projecto Escola de Pais.nee.

A partir de Fevereiro os pais e comunidade de Alfândega da Fé poderão beneficiar desta formação.

Para mais informação e inscrições contactar a Câmara Municipal e Biblioteca Municipal.

Bem-hajam.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Ser Natal...


Foto: Dá-me a tua Mão... de Emanuel Amaral
Fonte:olhares.com


Neste Natal vou aprender um pouco mais sobre o brilho das luzes que enfeitam as árvores.
Vou aprender um pouco mais sobre o branco da neve que imaginamos pousada sobre a nossa noite de consoada, sobre o pinheiro verde do nosso jardim desejado.
Vou procurar e vou descobrir mais sobre as cores que alimentam os nossos olhos ávidos do vermelho natalício, sobre o fato do Pai Natal, sobre as renas encantadas, sobre esse sentimento, que parece renascer nos corações dos homens nesta altura, a que chamam fraternidade.
E para saber mais sobre tudo isso, vou apenas fazer uma coisa: vou fechar os olhos e pegar na tua mão… não precisarei, assim, de andar, nem de pensar, nem de ver, nem de ouvir, nem de estudar…. Bastar-me-á o toque da tua essência para que a minha viagem se complete e eu conheça, finalmente, a sensação de ser Natal….

…. Porque nenhuma capacidade, habilidade ou arte se compara à força de um coração…

Feliz Natal….

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Arte e NEE


O Duarte, que toda a gente conhece, tem neste momento um conjunto de trabalhos em exposição na Pastelaria Sonho Doce, junto ao estádio municipal. O mail dele é dnpvcr@gmail.com e agradece todas as mensagens de incentivo que lhe queiram enviar.

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

escola de pais.nee é formação acreditada

Caros amigos e leitores apenas para partilhar convosco que a formação Escola de Pais.nee  está acreditada pelo Conselho Científico-Pedagógico da Formação Contínua de Braga, sendo uma formação de 50 horas (2 créditos) e destina-se a docentes de todos os graus de ensino. Assim se alguma escola ou entidade a quiser desenvolver tem de me contactar (celmiramac@gmail.com) e contactar o Centro de Formação de Bragança (cfaebn@sapo.pt).

Sempre a avançar. Um abraço.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Unidade de Ensino Estruturado para alunos com Autismo em Vinhais

Estimados leitores, amigos e pais, este é o momento de parafrasear o poeta: "Quando o homem sonha a obra nasce". Neste caso, desde 2005 que trabalho com a problemática do Autismo no Agrupamento de Escolas de Vinhais. Durante anos lutei e fui testemunha da luta das famílias pela existência de recursos especializados para trabalhar esta problemática. Durante todos estes anos fui lutando e sonhando com uma escola mais inclusiva, onde os todas as crianças tivessem acesso à igualdade de oportunidades e a uma educação qualidade. Em Maio fiz a sugestão e projecto surgiu. Agora, cinco crianças da EB de Vinhais, com Perturbações dentro do Espectro do Autismo (PEA), têm uma Unidade de Ensino Estruturado (UEEA). Temos de agradecer à efectiva e feliz parceria entre o Agrupamento de Escolas de Vinhais e a Câmara Municipal, que juntas edificaram uma obra grandiosa, na forma, no conceito e na qualidade.

Como mentora deste projecto e professora da Unidade resta-me explicar (a quem eventualmente desconhece), o que é uma UEEA.

Uma Unidade de Ensino Estruturado para Alunos com Autismo constitui uma resposta educativa específica que visa sobretudo, ‎melhorar a qualidade de vida das crianças/jovens com Perturbações do Espectro do Autismo. As ‎UEEA não são, em situação alguma, mais uma turma da escola. Todos os alunos têm uma turma de ‎referência que frequentam, usufruindo da UEEA enquanto recurso pedagógico especializado (DGIDC, ‎‎2008).

Com base no ensino estruturado a UEEA procura tornar o ambiente em que os alunos com PEA se ‎inserem, num ambiente mais previsível, estimulante e instigador de desenvolvimento, ajudando-os ‎através de um pluralismo metodológico, com maior incidência no modelo TEACCH, a desenvolver ‎competências na área da comunicação, interacção social, comportamento e aprendizagem (Idem).

A UEEA tem como objectivo aumentar o nível de autonomia e de participação na escola destes ‎alunos, junto dos seus pares, fomentando neste percurso de aprendizagem, a inclusão na sociedade. ‎Constitui-se assim num recurso pedagógico de excelência de qualquer ‎escola que se assuma como inclusiva.

Organização do ambiente educativo da UEEA de Vinhais:

A UEEA está constituída por várias áreas educativas, de forma em que em cada uma delas, as crianças possam desenvolver competências específicas:

1– Área de transição: corresponde ao espaço onde estão os horários individuais que irão orientar as actividades diárias de cada aluno. As pistas visuais informam sobre onde, quando e o que fazer durante o dia ou parte do dia.
2- Área de reunião: Esta é uma Área destinada a desenvolver actividades que, garantindo a planificação e a estrutura, promovem a comunicação e a interacção social.

3- Área do aprender: é o espaço de ensino individualizado, limpo de estímulos distractores, onde se desenvolve a atenção e a concentração, ao mesmo tempo que novas competências e tarefas são trabalhadas e consolidadas.4- Área de trabalho individual: É a Área na qual se pretende que as crianças realizem de forma autónoma as actividades já aprendidas.

5– Área de brincar: É o local destinado a aprender a relaxar, fazer curtos momentos de espera, permitir as estereotipias, aprender a brincar (com a presença do adulto) e trabalhar o jogo simbólico.6- Área da expressão plástica: É a Área na qual todo o grupo poderá desenvolver trabalhos em conjunto. Prioriza-­se o desenvolvimento de actividades criativas e expressivas . 7- Área do computador: Esta Área pode ser utilizada de forma autónoma, com ajuda, ou em parceria, aprendendo a esperar, a dar a vez e a executar uma actividade partilhada.

Construção partilhada do saber:

Esta Unidade assumirá um enfoque ecológico/sistémico (Bronfenbrenner,1996), o que significa que englobará as crianças, as suas famílias e o seu contexto social e educativo na Escola e na comunidade de Vinhais.
O envolvimento de todos os intervenientes no processo educativo, revela-se fulcral, pois esta construção partilhada do saber, ajudará a escola a conhecer as necessidades das crianças e das famílias, a planear formas de intervenção eficazes e a concretizar uma metodologia coerente de estratégias, a desenvolver nos diferentes contextos ecológicos onde as crianças interagem.

Afinal é para isso que cá andamos. Mais um sonho...mais uma obra feita.

NOTÍCIAS EM:


http://diariodebraganca.blogs.sapo.pt/178338.html

http://www.o-informativo.com/content/view/2916/51/

http://www.scribd.com/doc/22363447/Nordeste-681


domingo, 8 de novembro de 2009

Quero deixar um grande obrigada...


Quero deixar um grande obrigada à responsável por este projecto.
Como mãe de uma criança com NEE, reconheço que nesta escola estou com pessoas que me entendem, onde posso falar sem medo das dificuldades ou dos pequenos sonhos. Esta escola, para além de um lugar de aprendizagem, tem sido uma boa terapia, onde se ouve e partilha, onde se encontra uma mão amiga.
Deposito também toda a esperança no Projecto da Associação. Às pessoas que tanto têm trabalhado para que este fosse uma realidade, um grande bem-haja. Obrigada pela coragem, determinação e carinho que lhe dedicam.
Neste leque vejo: uma fonte de energia que se contagia! Uma luz de esperança que não se apaga! Um sonho que se pode tornar realidade! Uma causa que vale a pena! Acredito que este sonho vai ser mesmo possível para que as nossas crianças sejam mais felizes.

Carmelina

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

A escola de pais.nee vai deixar saudade...

Estamos a pouco mais de um mês para acabar a nossa escola de pais e eu já tenho saudades do nosso convívio semanal. Achei interessante partilhar com todos algumas diferenças que tenho observado no grupo.
Temos pessoas que tomavam anti-depressivos e deixaram de o fazer, pessoas que entraram com ar envergonhado e que agora conseguem partilhar a sua experiência de vida, pessoas que quase nunca falavam (limitando-se a ouvir) e hoje falam das coisas boas e más, como se nos conhecêssemos desde sempre.
Mas o que mais me impressiona é ver o brilho nos olhos que algumas pessoas mostram agora e que, outrora não possuíam, a serenidade e a paz interior que agora demonstram.
Por tudo isto, esta experiência têm sido uma das melhores coisas que me aconteceu.

Obrigada a todos os formandos pelos bons momentos, pela partilha e pela amizade e à formadora Celmira por nos ter proporcionado esta experiência.
É como uma segunda família e eu tenho muito orgulho por fazer parte dela.
E a falta que esta escola me vai fazer!!

Manuela Gomes

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Os cegos também vêem...


Foto: dia para se ver de Max Machado
Fonte: olhares.com

Numa das minhas incursões pela net descobri recentemente este "manual" publicado pelo Secretariado Nacional para a Reabilitação e Integração das Pessoas com Deficiência sobre COMO AJUDAR UM CEGO.

Embora o bom senso seja, como em tudo, uma valiosa ferramenta para enfrentar e lidar com as realidades que de certas forma nos são estranhas, este documento tem dicas interessantes, até mesmo para amigos e familiares, que podem simplificar a construção dos procedimentos ideiais a adoptar quando lidamos com estas pessoas tão especiais, que, sem o dom da visão, têm de levar ao extremo todas as suas outras capacidades e sentidos para desenharem, na sua mente, o mundo como nós o vemos!

http://www.inr.pt/uploads/docs/Edicoes/Folhetos/Folheto004.pdf

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Justa homenagem


Como todos certamente saberão, a nossa escola de pais.nee tem um espaço para as crianças. Sempre que os pais não tenham com quem as deixar, as crianças ficam acompanhadas por uma voluntária, que com elas desenvolve actividades ricas e diversificadas numa sala ao lado. Assim, enquanto os pais estão na formação, os filhos divertem-se, brincam e socializam.
Queremos hoje prestar uma justa homenagem à Dra. Teresa Silva, por semanalmente cuidar de forma tão carinhosa e dedicada das crianças que chegam à quinta-feira com os pais.
Bem-haja Teresinha (como gosto de lhe chamar)...e... obrigada em meu nome, em nome dos pais e das nossas crianças.

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Partilhando afectos...


Esta sessão da escola de pais.nee teve como objectivo reflectir sobre a partilha de afectos. Muitas vezes, a vida que levamos, cheia de stress e afazeres inadiáveis, levam-nos a esquecer, ainda que momentaneamente, que somos seres sociais e emocionais. Somos consumidores ávidos de afectos e devemos manter-nos assim durante a vida. Investigadores nesta área referem que, para seremos adultos bem resolvidos e estruturados emocionalmente, devemos receber três horas diárias de mimo e afecto.

Três horas de mimos por dia? Eu explico. Acompanhem-me: nestas três horas de mimo cabem os mimos que fazemos a nós próprios (um bom banho, uma boa refeição, aquele casaco que podemos finalmente comprar…), os mimos trocados com amigos, com os pais, filhos, namorados, companheiros... Pois é, mimem-se… vão ao cinema, ao teatro, dançar ou simplesmente passear, mas mimem-se. E troquem afectos.

Qual foi a última vez que deu um abraço ao seu amigo verdadeiro? Qual foi a última vez que disse aos seus, que os ama mais que tudo? Qual foi a última vez que fez algo em proveito próprio e que lhe desse realmente prazer? Consequência? A falta de conexão emocional com os outros, o que leva à solidão, ao desalento, frustração, desencanto.

Na escola de pais.nee recordamos o importante que é trocar afectos. A terapia dos afectos pode ajudar a ultrapassar problemas. Em alguns países já se pratica a medicina baseada na afectividade, onde se comprovou que o apoio afectivo Por isso, mimem-se e mimem muito, troquem afectos e basicamente sejam felizes. Compensa!!!


sábado, 29 de agosto de 2009

Pai Duarte

Olá a todos.
Antes de mais, bem hajam pelo trabalho e dedicação que devotam a esta causa tão nobre.
Tenho tido algumas dificuldades técnicas em participar, embora me sobre tempo para o fazer.
Tive que ficar em casa com o meu filho, durante o período de férias, porque não encontrei uma instituição com estrutura adequada para o receber.
É urgente a entrada em funcionamento da "LEQUE", para que em situações futuras possamos deixar os nossos filhos num local adaptado à especificidade de cada caso, com o acompanhamento adequado.
Penso chegada a altura de exigir o cumprimento de promessas feitas.
E é chegada também a altura de exigir para os nossos filhos uma cidade sem barreiras.
Duarte

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Depois de três meses a frequentar a Escola de Pais.nee:Como me sentia e como me sinto agora…


Testemunhos...


É claro que todas estas aprendizagens me fazem sentir diferente. Acima de tudo sinto-me bem nesta escola, pois tenho a certeza que aqui sou ouvida, tal como as outras pessoas que aqui se encontram todas as semanas. Todas as experiências de vida aqui relatadas são diferentes, mas vão sempre ao encontro da nossa própria experiência.
Aprendemos a ser solidários, a melhorar a auto-estima, a conhecer-nos melhor e a conhecer os outros. No final de cada sessão vou para casa e penso: “Afinal há mais pessoas que sentem o mesmo que eu”. Sim, porque durante anos era exactamente assim que eu me sentia. Achava que ninguém, mas mesmo ninguém me entendia e muitas vezes questionava se seria normal o turbilhão de emoções que esta experiência de vida me causava. Agora percebo que sentem, tal como eu me sentia durante estes anos. Esta escola de pais tem uma força imensa. Tem a força da solidariedade, da amizade, da partilha, da compreensão, da ajuda, da grandeza de sentimentos que tudo isto provoca. A Celmira é o cérebro e a força desta escola. Parabéns a ela e parabéns a todos nós, por termos a coragem de levar este grandioso projecto para a frente. E este será o primeiro de muitos que ainda virão.
Manuela Gomes

Sinto-me diferente, estou a aprender a viver a vida de outra maneira. Sentia-me triste, porque não tinha com quem falar, o que me doía lá dentro… agora sinto-me feliz. Alice Vaz

Sinto-me mais segura… sentia-me muito só, não pensava que podia haver pessoas assim com dificuldades mais graves que as minhas. Agora sinto-me melhor, pois estamos resolvendo um caso a que todos diz respeito, para o bem dos nossos queridos filhos. Merência

Sentia-me num beco sem saída. Agora vejo uma estrada longa e tenho esperança de no seu final encontrar tudo. M.M.



Sentia-me triste e magoado, mas agora sinto-me optimista, com uma perspectiva de futuro diferente. Sinto-me mais enriquecido, mais compreendido e compreensivo. Duarte Rodrigues




Sinto-me diferente, porque vejo que não sou a única nesta batalha e todos juntos é mais fácil. Aprendemos a ver tudo com mais passividade, mesmo quando os problemas são difíceis, não são impossíveis de resolver. Odete Pires

Sentia-me bastante fechada, com alguns problemas que me surgem no dia-a-dia e agora sei que consigo expô-los melhor. Teresa Mofreita

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Homenagem a todos os filhos (pela voz de uma mãe!)

Foto: Brilho..., de Emanuel Valentim Correia
Fonte: olhares.com
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É no teu sorriso que encontro
A grandeza dos meus dias
Porque esse teu sorriso
Traz um mel no aroma
Um travo a imensidão
Um tom suave de maresia
E céu incandescente
Uma aragem de emoção
E uma brisa que se desfaz
Em amor puro
Quando me chega,
Brilhante,
E me toca os olhos…

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Mãe Manuela

Olá a todos.
Sou uma mãe de uma criança portadora de Nee. O meu filho tem uma doença rara e degenerativa que condiciona muito a nossa vida, no entanto ele já tem 18 anos. Vivi uma grande parte destes anos a achar que ninguém me entendia e não conhecia praticamente ninguém com quem pudesse partilhar as minhas experiências, sem ter apoio de ninguém a não ser da minha família.
Por isso a existência desta associação é uma mais valia para todas as famílias que tem o fardo pesado de cuidar e educar crianças diferentes. Diferentes mas especiais.
É com muito orgulho que também faço parte deste projecto e pretendo ajudar todos os pais que, tal como eu, vivem com uma criança especial. O facto de poder partilhar com eles as alegrias e as tristezas que essas crianças nos dão todos os dias e poder falar abertamente dos nossos filhos, sabendo que estamos a ser ouvidos e compreendidos, é muito gratificante. Por isso mesmo deixo um pequeno recado a estes pais: vivam um dia de cada vez, aproveitem cada minuto na companhia dos vossos filhos e amem-nos muito. E não se esqueçam que amanhã haverá um novo dia!
Manuela Gomes (Bragança)

terça-feira, 21 de julho de 2009

Ser especial na diferença

Enquanto mãe sempre foi minha preocupação alertar os meus filhos, desde pequenos, para a existência de realidades diversas, de mundos diferentes, de vidas onde o que para nós são rotinas para elas são conquistas. Honestamente não sei se tenho sido bem sucedida porque a nossa sociedade, infelizmente, na promoção dos apelos materialistas, no incentivo à procura de uma felicidade imediata desprovida de uma busca profunda do essencial, esconde constantemente dos seus olhos e dos seus corações essa realidade diferente. Como se escondê-la, ou não falar dela, evitasse que ela existisse. É de resto esse o pretexto que muitos invocam para evitar o assunto: "não quero falar disso porque fazê-lo me deixa muito triste". Mas não é tristeza o que deve provocar em nós esta outra realidade, mas admiração e fascínio perante a imensa grandeza de alma humana e a sua enorme capacidade de contornar limitações, superar incapacidades, gerir impossíveis e transformar dificuldades em desafios. De uma tal forma que faz com que o que nós, pessoas ditas normas, conseguimos aprender ao longo da vida, pareça nada ou muito pouco ao lado do caminho percorrido por essas pessoas especiais. Porque ser especial não é apenas ser agraciado com o supremo dom da inteligência, nem com o supremo dom da velocidade, ou da agilidade, ou da perspicácia, mas é sobretudo ser agraciado com o dom da força e da perseverança que são como o combustível da vida. E lembremo-nos que podemos ter um bom carro, mas se não lhe enchermos o depósito...
E é por isso que para mim, de entre todas as pessoas especiais, estas serão sempre as mais especiais!

segunda-feira, 13 de julho de 2009

LEQUE



A Leque é uma Associação Transmontana de Pais e Amigos de Crianças com Necessidades Especiais e tem como objecto social o apoio a crianças com necessidades especiais e suas famílias.
 Temos como missão a luta pelos  direitos das pessoas com incapacidades, reivindicando esses direitos junto dos parceiros sociais e sensibilizar a sociedade em geral.
Pretendemos também lutar para colmatar as necessidades das famílias destas crianças, garantindo que tenham:
· Mais e melhor informação e formação nesta área;
· Maior conhecimento das redes de apoio formal;
· Maior abrangência das redes de apoio formal;
· Mais apoio psicológico/ emocional;
· Mais apoio financeiro;
· Melhores serviços de reabilitação especializados (centros de terapias e escolas);
· Serviços coordenados entre as diferentes valências (Saúde, Educação Segurança Social).
· Mais apoios para pessoas adultas com NEE.

Planos de futuro da nossa Associação:

-  Gabinete de apoio à família;
-  Centro de desenvolvimento infantil (terapias);
- Cooperativa de apoio a jovens com incapacidade a partir dos 18 anos;
- Lar de idosos para famílias e adultos com incapacidade.

Neste momento a LEQUE tem sede na Biblioteca Municipal da Vila de Alfândega da Fé.

Se quiser ser associado contacte por email: leque.nee.2009@gmail.com ou imprima e preencha a ficha de inscrição, faça o pagamento das cotas através da conta indicada e envie para a morada:



Associação LEQUE
Biblioteca Municipal de Alfândega da Fé
Rua Júlio Manuel Pereira - 5350-023 Alfândega da Fé



Ajude-nos a ajudar. 


Faça o seu donativo através da conta CGD: 003507690000316693009




Escola de Pais.nee






I. Introdução
A escola de pais apresenta-se com um espaço de formação para famílias de crianças com necessidades especiais, técnicos e comunidade em geral, onde será desenvolvido um programa curricular de educação emocional e bem-estar, trabalhado conjuntamente com outros temas transersais: estratégias de intervenção e educação para a criança e a construção de competências parentais.
II. Justificação da existência da escola
Um estudo realizado aqui no distrito (Celmira Macedo, 2006) vem expor as necessidades de um grupo particular de famílias (família de crianças com necessidades especiais), cuja vulnerabilidade de estarem expostas a estímulos produtores de tensão emocional é substancialmente superior a todas as outras.

As fragilidades nas redes de apoio formal, a falta de apoio psicológico que ajude as famílias as ajude a viver e ultrapassar o luto; as dificuldades emergentes da falta de articulação entre os diferentes serviços sociais; o aumento das despesas do sistema familiar e o pouco apoio económico que lhes é atribuído para que consigam fazer face às exigências da reabilitação da criança; os constantes problemas na integração/inclusão das crianças na escola e na sociedade; a falta de recursos especializados para estas crianças tendo muitas delas de se deslocar mais de 300 km para frequentar terapias conducentes com as necessidades das crianças; e a tensão no trabalho quando têm de faltar par acompanhar as crianças aos sistemas de saúde, são apenas alguns exemplos dessa vulnerabilidade.

A relação entre o bem-estar e qualidade de vida das famílias com a existência de redes de apoio formal funcionais e consistentes é um assunto amplamente investigado e algo da atenção de muitos teóricos e investigadores de renome internacional (Turnbull, 2003; Verdugo y Schalock, 2001…). Parece também ainda existir uma correlação entre a qualidade destes serviços e a adaptação inicial ao diagnóstico (Navarro Góngora, 2000). Certo é que, as redes de apoio ajudam as famílias na satisfação das suas necessidades, principalmente no desenvolvimento pessoal, busca de serviços e inclusão social. Pelo contrário a falta deles gera angústia e revolta e estados emocionais frágeis que fazem despoletar a vivência crónica de emoções negativas como ira (direccionada contra o sistema e os serviços), ansiedade (causada com o medo de não conseguir satisfazer as necessidades do sistema familiar) e depressão (agudizada pelo não acompanhamento psicológico para trabalhar o luto).

A nossa preocupação incide nas evidências existentes de que as emoções negativas, especialmente as três que referimos anteriormente, têm efeitos tóxicos e negativos para a saúde física e mental (Fernandez-Abascal & Palmero, 1999; Salovey, 2001, Bisquerra, 2002). E que, senão forem prevenidas podem derivar em estados emocionais stressantes e destrutivos, promotores de várias doenças (Cousins 1976).

O tratamento dos efeitos psicopatológicos das emoções negativas realiza-se através de psicoterapia emocional, no entanto este não é o nosso propósito. Defendemos que tal como nos diz a sabedoria popular “mais vale prevenir que remediar”, por isso iremos incidir a nossa actuação na numa área preventiva.
Neste caso a que melhor reflecte os nossos objectivos é a área da educação emocional, uma vez que, tem como objectivo prevenir os efeitos das emoções negativas, antes que estas sejam irreversíveis e patrocinar o desenvolvimento das emoções positivas.

Num contexto familiar onde existam crianças, formar pais emocionalmente competentes, será uma mais-valia, pois cuidar bem de si mesmos será o primeiro passo para cuidar bem dos filhos.
Assim sendo, a nossa aposta num programa de educação emocional, reflecte-se na simplicidade das palavras de Bisquerra (2001), ao referir que de facto não podemos mudar as pessoas, nem ignorar a difícil situação em que se encontram, mas podemos sempre ensiná-las a decidir qual vai ser a sua atitude perante os problemas. Podemos sempre ajuda-las a decidir como os acontecimentos negativos as vão afectar.

III. Objectivos:
1. Conhecer o funcionamento do sistema familiar:
2. Dominar o quadro conceptual das emoções:3. Adquirir um melhor conhecimento das suas próprias emoções:
4. Aprender a regular as próprias emoções:
5. Desenvolver a habilidade de auto motivar-se:
6. Desenvolver capacidades de auto confiança:
7. Desenvolver relações de empatia nas relações pessoais e sociais:
8. Desenvolver competências parentais:

IV. Conteúdos
Os conteúdos e actividades que constam do programa têm como principal objectivo potenciar o desenvolvimento emocional e parental de cada um dos participantes.
1. A família da criança com NEE
2. As emoções
3. Consciência emocional (Auto-consciência)4. Regulação das emoções (Auto-regulação)5. Motivação (Auto-motivação e optimismo)
6. Auto-estima
7. Habilidades sócio emocionais (Empatia)
8. Habilidades da vida

V. Temporização da realização das actividadesEste programa (curso) decorrerá durante vários meses, com a duração de 30 a 50 horas, distribuídas por duas horas, uma vez por semana.

VI. Destinatários:
Grupos de 20/25 participantes, dando preferência a pais de crianças com necessidades especiais.

A Formadora e criadora do Projecto:
Celmira da Conceição Madureira Macedo


Para criarem no vosso concelho uma escola de pais enviem um email para: celmiramac@gmail.com

O caminho faz-se caminhando...

Iniciamos esta caminhada em 2005. Na altura pretendíamos conhecer a realidade em que viviam as famílias de crianças com necessidades especiais no nosso distrito. Até então não havia nenhuma informação disponível ou estudo realizado, que nos permitisse perceber as necessidades, dificuldades, interesses ou motivações deste grupo específico de pessoas.
Entre 2005 e 2006 realizamos entrevistas a familiares de crianças com NEE do distrito. Percebemos na análise desta informação que um longo caminha havia a percorrer: a resposta das redes de apoio formal existentes na altura, para estas famílias era deficitária.
Em 2007 apresentamos estas informações na ARS Norte (ACES do Nordeste) à Prof. Dr.ª Berta Nunes. Sensibilizada com as informações recebidas disponibilizou os Centros de Saúde para um trabalho que viria a transformar-se no que hoje temos. Durante 2008 fomos a todos os Concelhos do Distrito dar formação no âmbito das NEE a famílias, técnicos de saúde e professores. Ao mesmo tempo, a rede de apoio formal na área da saúde era reforçada: todos os Centros de Saúde dispunham agora de psicólogos, terapeutas da fala, fisioterapeutas e outros técnicos, que juntos, têm vindo a contribuir para a qualidade de vida das crianças com NEE do nosso distrito e suas famílias.

Com o apoio do ACES do Nordeste criamos este ano dois projectos inovadores:


Já a decorrer já em Bragança.
E a Associação


Associe-se a nós nesta caminhada, para que juntos possamos concretizar todos os projectos definidos.