sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Avaliação da Escola de Pais.nee

Chegada ao fim a formação de mais uma Escola de Pais.nee, convido os formandos a deixarem as suas opiniões, desabafos, pontos de vista... enfim a partilharem as suas experiências.

Um abraço solidário.

14 comentários:

  1. Sandra Garcia Simões8 de outubro de 2010 às 13:41

    Intolerância foi uma das palavras que aprendi a combater nesta formação, mas também aprendi a sê-lo. Sou intolerante com as pessoas que persistem em diminuir aquele que é “diferente”, sou com aqueles que se acham superiores por não terem qualquer tipo de necessidade especial, sou, pois sou, e agora mais que nunca.
    Agora sei como é difícil ser aceite na sociedade quando não estamos dentro dos padrões ditos normais.
    Aprendi a dar valor ao simples facto de que se nós conseguimos subir uma escada, temos que ser gratos por andarmos, se conseguimos abrir uma porta, devemos sentir-nos felizes por as nossas mãos funcionarem, se eu sei dizer que o céu está escuro, é porque consigo vê-lo.
    Nunca estamos contentes com o que temos, no entanto se olharmos bem á nossa volta veremos que do pouco que temos ainda podemos partilhar, partilhar sentimentos, experiencias, acções e reacções. Foi o que nós fizemos ao longo da formação.
    Continuo a achar que nunca estamos prontos para quando as coisas nos acontecem a nós, mas se calhar já vamos tomar isso não como um castigo mas sim como um desafio.
    É certo que a sociedade está feita para aqueles que a tornam mais fácil, mas o verdadeiro valor quem o tem são aqueles para quem cada dia é uma nova batalha. Compete-nos a nós ajudá-los e não dificultar ainda mais aquilo que por si só já é tão difícil.
    Isto e muito mais, eu aprendi nesta formação, para muitos pode parecer nada, mas é por isso mesmo que é TANTO, porque é com pequenos nadas que se faz a diferença e a “Diferença”é no fundo um grande nada. Aprendendo a lidar com ela somos melhores e isso sim deveria fazer-nos sentir superiores.
    Gostaram? Eu gostei. MUUUIIITO

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  2. O que eu achei da formação Escolas de Pais, e o que me trouxe de bom?
    Foi uma formação que valeu a pena apostar porque me trouxe muita informação e conhecimentos que sabia que existia mas não sabia como aplicar.
    Todos estes conhecimentos me trouxeram benefícios quer a nível profissional, quer a nível familiar, pois vieram ajudar-me na resolução de vários problemas.
    A importância das redes de apoio formal, ou informal são muito benéficas pois é bom sabermos dar ou receber uma informação sem que haja mal interpretação, e duma forma que seja compreensível para todos.
    Todos os temas abordados foram importantes porque tanto na vida familiar como na profissional é bom aprendermos mais um pouco porque todos vão ser muito úteis.
    No meu mundo familiar esta formação veio enriquecer-me ainda mais um pouco os meus conhecimentos como mãe, pois sou uma pessoa muito nervosa, com esta formação tornou-me numa pessoa mais tolerante, que reflecte e pensa antes de tomar qualquer decisão, consigo manter um diálogo tranquilo com os meus filhos, sem levantar a voz, e precisamente consigo ouvi-los e tento ajuda-los.
    No meio profissional onde trabalho com crianças dos 10 aos 18 anos e com crianças com deficiência principalmente com autistas, aprendi nesta formação como se trabalha com estas crianças e com os adolescentes, que é através do saber falar, ouvir, entende e reflectir com eles os seus problemas para poder ajuda-los sempre que possível.
    E, para finalizar, gostei muito desta formação onde aprendi muito, porque, na Escola Básica de Alfândega da Fé onde trabalho estão inseridas várias crianças com N.E.E. que precisam de tudo o que eu aprendi.
    Com o conhecimento que adquiri durante esta formação sinto que estou preparada neste momento para trabalhar com crianças com N.E.E. e mesmo com todas as outras crianças, acredito que as minhas atitudes e reacções serão mais assertivas.
    Clarice Teniz Pereira

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  3. Dia 5 de Março iniciava-se a formação ‘’escola de Pais.nee’’, na qual participei com orgulho, que para além de uma nova etapa para Alfândega da Fé representava também um novo horizonte para os familiares e amigos de crianças e adultos com necessidades educativas especiais.
    Ao fim de seis meses o balanço é positivo, para além de uma nova aprendizagem representou para mim uma outra prespctiva da vida, ao falar nestes meninos especias apercebi-me o quão severos somos ao reclamar-mos por coisas insignificantes, fez-me perceber o quão injusta fui por coisas inutéis, existem realmente pessoas com verdadeiras razões para se sentirem injustiçadas, mas, para contrariarem essses momentos menos bons, continuam felizes mesmo não tendo sempre razões para sorrir. Aprendi a valorizar aquilo que a minha vida tem de bom, agora posso perceber que acima de tudo ter saúde e ter uma família que me dê apoio em tudo, já é mais que razão para estar sempre feliz.
    O facto de estar inserida num grupo de pessoas de uma facha etária superior à minha, muito mais maduras, fez-me crescer a nível mental, ao ouvir as experiências de cada uma dessas pessoas, fiquei a compreender que cada um tens os seus problemas, as suas angustias, os seus obstáculos, mas que acima de tudo, seja uma pessoa com NEE ou outra pessoa qualquer, somos todos seres humanos que devemos respeitar e ser respeitados, e que se a vida não nos tem prorcionado os melhores momentos, não podemos fazer disso um motivo para desrespeitar seja quem for. Foi óptimo haver partilha de experiências, pois assim se conseguiu a ganhar empatia pelos probelmas de cada um e a valorizar mais as opiniões dos outros.
    Nesta formação fiquei a admirar a força que muitas famílias têm para ultrapassar todos os obstáculos do quotidiano, essas familías merecem todo o respeito e um bem haja pelo esforço e dedicação que têm perante vidas , por vezes, tão complicadas.
    Ser diferente não é sinónimo de exclusão, ser diferente é ser ainda mais especial, a diferença faz parte da vida e devemos aprender a viver cada dia, respeitando as diferenças dos outros.
    Andreia Maia

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  4. Esta foi uma formação tão diferente de tantas outras que eu já frequentei.
    Tinha o sentido de escola sim, mas apenas para nos ensinar a pôr na prática o sentido real de muitas palavras, como por exemplo: Partilha, Diferença, Luto, Emoções, Preconceito e tantas outras que nós empregamos no nosso dia-a-dia em nem tão pouco sabemos o seu verdadeiro significado.
    Noto em mim, que nas minhas relações mais simples, em casa com a minha filha, com o meu marido,no trabalho com os colegas... tornei-me um ser mais tolerante, mais solidário, um ser mais tudo de bom...
    Para todos aqueles que de certa forma, direta ou indiretamente estiveram envolvidos neste projecto, o meu muito OBRIFGADO...

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  5. Mais vale tarde do que nunca.
    Escola de Pais N.E.E.:
    Se por acaso as crianças (sejam elas com N.E.E. ou não) viessem com livro de instruções, de certeza que todas as apresentações que vimos durante esta Escola seriam contempladas no mesmo. Mas não seriam suficientes as apresentações, teria que ser um audio-livro ou mesmo um DVD, porque as apresentações qualquer um, que saiba mexer no Powerpoint, as passava, isso é facílimo. Agora dar o ênfase, a importância e a aplicação de experiência prática própria na explicação que a Doutora Celmira Macedo dá... isso é que não é para qualquer um... demonstrou que não tem só umas "luzes" na área, mas sim um saber sólido e real acerca do que é trabalhar com crianças, jovens e mesmo adultos. Isto não é só teoria, são, como se costuma dizer, "muitos anos a virar frangos", a experiência prática que derramava em cada sessão era por demais cheia de utilidade e de extrema importância.
    Digo a quem queira saber que a Escola de Pais N.E.E. não é só para quem tem filhos, amigos, irmãos, alunos, etc, com N.E.E., nada disso, eu que tive um filho no decorrer da mesma enriqueci bastante o meu currículo afectivo e social. Os meus alunos, familiares, colegas e amigos ganharam bastante com isso.
    Sem mais de momento.
    Esta é a minha avaliação.

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  6. Só tenho uma coisa a dizer a Dra Celmira Macedo, obrigado por esta Escola de pais, e amigos e crianças NEE, porque depois destes meses percebi que há gente que ainda se importa com estas crianças, e o único que quer em troca é um sorriso e algum apoio para continuar a ajudar.
    Sou tia de um menino NEE, uma criança Cornelia de Lange (uma doença rara), tenho muito orgulho no que ele é e posso dizer que qualquer pequeno paso que dá é uma grande VITORIA, e depois de estar com a Dra Celmira ainda valoriço mais o que é e o que faz.
    Só deixo uma recomendação a aqueles que não acreditam no que se faz na LEQUE apareçam e deixem o seu contributo, com um pequeno gesto estam a ajudar alguem sorrir.
    Participei na primeira Colonia de ferias, esta a decorrer a segunda, e se tudo correr muitas mais viram, só peço comtinue com este trabalho maravilho para ver muitos sorrisos como já vi, sorrisos esses que não há palavras para descrever.
    E deixo uma questão que gostava que alguem respondesse: Porque a nós ditos "normais" nos custa tanto dizer obrigado pelo que fazes, e estas crianças especiais o dizem tantas vezes só com um sorriso?

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  7. -Chegou ao fim esta Escola de pais e amigos de crianças com NEE, com muita pena minha, mas ganhámos uma forma de ser, de estar e de actuar completamente diferente.Consigo valorizar determinadas coisas que por vezes não dava valor. Esta troca de experências entre todo o grupo foi muito bom para sabermos que a vida tem muitos obstáculos e todos diferentes... temos de lutar e conseguir ultrapassá-los da melhor forma, sem pensar porquê eu...?
    A pedagogia aprendida nesta formação, graças à Dr. Celmira em relação a estas crianças com NEE não interessa só a nós técnicos, mas sim a todas as pessoas em geral para se tornarem seres humanos mais capazes de compreender o "outro" e coseguirem ver que todos temos limitações...

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  8. Com esta Formação aprendi a valorizar a opinião dos outros, quer tenham alguém na família com problemas de nee, aprendi também a partilha uns com os outros, tudo isto já me tinha sido incumbido há dez anos, quando nos toca na pele.
    Gostei que fosse transmitido aos meus colegas de formação que ter alguém com necessidades especiais não é o fim do mundo, mas sim o começo de uma longa caminhada, que nós pais podemos vence-la de uma maneira muito passiva.
    Aprende-mos que quando se tem alguém em casa com nee, só temos que aprender a viver a vida como ela se nos apresenta, e dar valor ao que temos porque se olharmos para o lado encontra-se pior, como diz o ditado “Não te rias do teu vizinho”. Aprendeu-se também a lidar com a diferença, todos nós somos diferentes, e devemos pensar por vezes que nós temos muita sorte, não nos deve-mos esquecer daqueles com limitações, onde fizemos uma simulação na formação e para mim foi horrível querer chegar ao objecto e não conseguir, nem vale a pena pensar foi horrível. Este aspecto interior marcou-me muito no decorrer da formação senti-me muito bem porque podia partilhar a minha angústia, alegria tudo que eu vivo no seio da minha família.
    Foi uma formação muito instrutiva onde se trocaram experiencias de vida, amizades. Acho que todas as pessoas que levaram a formação até ao fim merecem todo o nosso respeito por serem fortes em exprimir os seus problemas, que por vezes é difícil expor á frente de pessoas que não sabemos se nos vão entender ou rir de nós.
    Esta formação ensinou muitos pais a abordar a “diferença” de outra maneira, que acho que muitos deles tentavam esconder no seu seio familiar. Agora se falar com as pessoas que frequentaram a formação acho que me entendem e entendem-se a elas próprias, não devemos olhar só para o nosso umbigo.
    A partilha do problema torna-se por vezes mais fácil de resolver, foi uma das coisas que se aprendeu.
    Se antes de frequentar a formação sabia lidar com a diferença agora sinto-me uma mestra porque tenho sempre a solução para as reacções positivas ou negativas que possam surgir na sociedade e no seio familiar.
    Agradeço á Escola de Pais NEE.
    “Aprendam a lidar com a diferença”

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  9. Maria Antónia Videira8 de novembro de 2010 às 14:35

    Eu trabalho no Jardim de Infância de Alfândega da Fé e quando ouvi falar da Escola de Pais NEE, inscrevi-me porque achei que isso seria uma mais-valia para o desempenho das minhas funções. Não sabia que género de formação seria nem os assuntos que iria tratar. Hoje decorridas todas as sessões posso dizer: -“ADOREI… esta formação, assim como a formadora.” Esperava as sextas-feiras com entusiasmo porque sabia que qualquer problema que teria ocorrido durante a semana desapareceria na formação. A boa disposição era o lema.
    A formação ajudou a conhecer-me melhor assim como aos outros. Adquiri conhecimentos que já me estão a ajudar, tanto na minha vida pessoal como profissional.
    Gostei de todas as sessões, dos formandos e da formadora. Mas o que mais me marcou, foi ter sido voluntária no Piquenique pela Diferença. Lidar com a diferença fez de mim um ser humano melhor.
    Recomendo a Escola de Pais a todas as pessoas independentemente de terem crianças com NEE ou de trabalharem no meio educativo.
    O meu muito obrigado á Célita por me ter permitido ser uma das formandas.

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  10. Armanda Castro Pousado8 de novembro de 2010 às 14:49

    Gostei muito de frequentar esta formação, pois julgo que adquiri mais conhecimentos, nunca se sabe tudo, há sempre mais para aprender.
    Andar na Escolinha de Pais para mim foi uma mais-valia pois comecei a olhar de maneira diferente para pessoas com necessidades especiais e a ver que apesar de serem diferentes são humanos muito especiais e que têm muito para nos dar.
    Aprendi a estar em grupo e a respeitar as ideias de cada um e saber ouvir o que é muito importante.
    Foi uma grande lição de vida para mim pois comecei a mudar muitas das minhas atitudes para com as outras pessoas, pois foi desde que comecei a formação que comecei a reparar em certas atitudes que eu tinha que nem sempre eram as mais correctas.
    Comecei a dar mais valor a coisas que tinha ao pé de mim que até então não lhes dava muita importância e foi na Escolinha que comecei a valorizar mais estas pequenas coisas.
    Gostei muito da Celmira pois ela sabia explicar muito bem os assuntos que faziam parte desta formação, nunca me cansei de a ouvir.

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  11. Esta formação foi importante, trouxe muitos conhecimentos para a vida que ajudam a lidar com crianças com NEE como crianças sem dificuldades.
    Também ajudou na relação com os filhos perante algumas dificuldades que eles tivessem.
    Por vezes não sabia como lidar com estas situações, hoje talvez saiba. Também penso que isto me deu nova alegria de viver. Há dias que estou mal e esta formação ensinou-me a viver a vida para a frente. Muitas das vezes dizia tudo o que me vinha á ideia, agora aprendi a pensar primeiro antes de agir, quando faço isso sinto-me bem. Aprendi a lidar com o stress, que hoje sei manter-me calma comigo e com os outros. Temos que valorizar aquilo que somos e não aquilo que pensamos.
    Para mim esta formação foi e será muito útil para a vida de uma pessoa.
    Hoje sinto-me uma pessoa diferente, a Escola de Pais é uma verdade, todas as pessoas deveriam ter esta formação.
    É muito importante.

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  12. Foram semanas que jamais esquecerei. Depois de uma semana de trabalho, quando chegava a sexta-feira para mim sabia muito bem, estar sentada numa cadeira uma hora a ouvir uma formadora falar sobre coisas que a muita gente passa ao lado. Não digo que para mim muitas coisas que foram ditas não tinham muita importância, porque sem darmos por ela com o corre-corre da vida esquecemo-nos um pouco dos outros e tornamo-nos egoístas, só pensamos em nós.
    Mas esta formação veio em boa altura, penso eu ao menos para mim, porque veio me fazer relembrar sentimentos e atitudes que estavam guardadas ou escondidas há muito tempo. Aprendi a controlar o “Gatilho”, quando se perde a paciência com uma filha de 19 anos quando pensam que são os donos do mundo.
    Sempre gostei muito deste tipo de formações porque já trabalhei com crianças ditas normais, com crianças diferentes e actualmente trabalho com idosos num lar. Não posso dizer de qual formação gostei mais ou menos, todas tiveram muita importância em todas aprendi sempre muita coisa. Aprendi a olhar para as pessoas com problemas e necessidades de maneira diferente.
    A formadora para mim tem nota 10 (dez) é contagiante a maneira dela dar a formação, fala sempre com muita emoção e carinho principalmente das crianças diferentes.
    É pena que este tipo de formação não chegue a toda a gente, se assim fosse teríamos um mundo melhor ou contribuíamos para isso.

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  13. Este tipo de formação é sempre uma mais valia quer no enrriquecimento pessoal ou profissional.
    Ajudou-me pessoalmente devido a ter uma criança pequena com algumas dificuldades a nivel motor.
    Passar por a dificuldade de uma pessoa com dificiencia foi o que mais me marcou.
    Recomendo esta formação, recomendo sim senhor. É muito importante as pessoas saberem como lidar com estas situações.

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  14. Para mim a formação foi muito boa, gostei muito de ter participado, só tenho pena que já tenha terminado. Para que todos os pais como eu com crianças com NEE pudéssemos ter mais informação para podermos tratar os nossos filhos como eles merecem.
    Tudo me marcou um pouco aprendi muito principalmente a controlar as emoções e a enfrentar os problemas que surgem no dia-a-dia.
    Recomendava a todos os pais porque todos eles deveriam usufruir desta formação como eu usufrui.

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