quarta-feira, 14 de março de 2012

Mestrado em Educação Especial - Domínio Cognitivo e Motor


Unidade Curricular: Intervenção Educativa Precoce
Docente: Celmira Macedo


Este espaço destina-se aos alunos do Mestrado em Educação Especial do ISCE - Felgueiras, que queiram partilhar as suas experiências.  

22 comentários:

  1. Considerei pertinente iniciar esta reflexão fazendo alusão à minha própria experiência de vida e da minha família. Sem qq registo deste tipo de situações, a Marta, minha prima, nasceu cega. Devo afirmar que o choque foi de facto sentido, principalmente pelos pais, mas também pelos restantes membros da família, como os avós, tios e primos. Todos questionavam o porquê… Todos, nomeadamente a mãe se perguntavam sobre qual a razão, o que teria originado aquela situação, que erro teria cometido durante a gravidez? Todos queriam encontrar algo ou alguém a quem atribuir culpa…
    Naquele tempo, pouco ou nenhum foi o apoio por parte dos profissionais de saúde, a mãe sentiu que para eles aquela seria uma situação perfeitamente normal e não tiveram qualquer sensibilidade em informar os pais sobre a real situação da sua primeira e, por opção, até hoje, única filha. Os meus tios não possuíam qualquer formação e desconheciam as implicações da problemática da Marta. Para além disso, não sabiam a quem recorrer… Sentiam-se perdidos, isolados! Depois de muito correrem, quando a Marta já havia feito 4 anos, decidiram inscrevê-la num infantário. Lá afirmam ter sentido algum apoio, quanto mais não fosse emocional, embora não houvesse nenhum profissional com experiência na área…
    Nas palavras da própria Marta (hoje uma mulher, casada, com um filho lindo, licenciada em Sociologia e que faz parte dos 40% de cegos com emprego) durante uma conversa informal, mas com o objetivo de inferir algumas situações reais, afirmou: “foi na escola primária que tive o meu primeiro contacto com o Braille (…) Quando se refere ao apoio encontrado no seu percurso escolar, afirma “Foi muito importante ter tido na minha vida escolar dois professores de Educação Especial que para além de bons técnicos eram dois excelentes seres humanos. Ajudaram-me muito a ter noção daquilo que eu teria de fazer se quisesse ser uma cidadã plenamente integrada na sociedade.”. No entanto, depois de questionada sobre o apoio de que beneficiaram os pais, Marta diz-nos que eles só começaram a beneficiar de algum apoio quando ela começou a crescer e a mostrar-lhes que poderia ser autónoma, pois, até então, não usufruíram de qualquer tipo de apoio, lamentavelmente!” Afirma, ainda, que o melhor para um aluno com uma deficiência visual é fazer parte em pleno de uma turma com alunos que veem. "Muito daquilo em que me tornei é fruto de sempre ter feito parte de turmas de meninos ditos normais. A separação só vai dificultar em muito a integração das crianças na sociedade. Uma vez que nós cegos somos a minoria e temos todas as vantagens se começarmos desde logo a relacionarmo-nos com a maioria...". Nem sempre o caminho mais fácil é o melhor, e claro que para muita gente é bem mais simples juntar os meninos cegos todos numa turma ou escola. Mais tarde contudo virá a fatura.”.
    Outra experiência que posso ainda relatar, porque me é ainda mais próxima, é o facto da minha irmã mais nova ter nascido com lábio leporino. Não é uma situação grave, pois não lhe trouxe qualquer défice cognitivo ou motor, mas para uma mãe, ver, imediatamente, a seguir ao parto, uma má formação deste nível, tão visível, foi, de facto, aterrador… Eu, que ainda era uma menina, questionei muitas vezes a minha mãe sobre o que teria a Ana na cara… Claro que essa questão sempre a magoava! Outra situação que também foi difícil de ultrapassar prende-se com o confronto da Ana com a realidade. Muitas vezes a encontrávamos a chorar ao olhar para o espelho, muitas vezes nos perguntou porque ela não tinha nascido como eu… Então, quando foi para a escola a situação foi fortemente agravada, pois a reação dos amiguinhos ao seu rosto era muito difícil de gerir! Posso garantir que infelizmente nada foi feito… e, neste caso, nem em relação à Ana, nem em relação a mim, nem em relação aos meus pais!
    Devo, portanto, concluir que, após todas estas experiências, verifico a necessidade da Intervenção Precoce, não apenas centrada na criança, mas em toda a família, da qual ela própria faz parte!
    Antonina Cunha

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  2. Carlos Moreira Martins
    Olá a todos!
    “Nunca podemos desistir, tudo se consegue”.
    A abordagem da Intervenção Precoce nesta minha caminhada de mestrado, pela mão da professora Celmira Macedo, permitiu-me balizar este conceito numa perspetiva que anteriormente não detinha.
    Num primeiro ponto, quero felicitar a dinâmica das aulas e a energia positiva que a professora Celmira transmitiu ao longo deste trajeto de formação.
    Numa segunda abordagem, permitiu-me clarificar conceitos particularmente no que diz respeito ao objeto de intervenção, devendo este, não ser apenas centrado unicamente na criança, mas focado numa intervenção mais preocupada com a qualidade e natureza das interações e relações dos diferentes contextos considerando não só os processos intrapessoais, mas conjuntamente os interpessoais devendo, portanto, dirige-se à família.
    Numa terceira perspetiva, aclarei o conceito de equipa Multidisciplinar. Equipa essa que deverá estar ao dispor da família, traçar objetivos ambiciosos e deverá mobilizar todos os recursos e técnicos em parceria com a família, a fim de evitar a diversidade de diagnósticos, colmatar a falta de formação e experiência de alguns intervenientes e a carência de instrumentos de rastreio eficazes. Assim, a equipa Multidisciplinar permitirá ultrapassar as limitações de cada formação disciplinar e específica de cada técnico, pois a multiplicidade de profissionais e de saberes origina o retalhamento da especificidade da criança ou a fragmentação das suas necessidades. Permitirá que a diversidade de técnicos que intervêm, especializados em diferentes áreas, trabalhe de forma cooperativa e articulada encontrando nesta variedade, não apenas parte da resposta, mas uma resposta globalizante, consagrando uma metodologia de intervenção mais abrangente e integradora e não simplesmente uma prática educativa meramente disciplinar.
    Finalmente, como futuro profissional de educação na área de Educação Especial, aplicarei todos os conhecimentos assimilados ao longo desta unidade curricular, estarei sempre atento aos “sinais” de forma a intervir prematuramente sempre em parceria e articulação com todos os especialistas da equipa sistematizando a troca de saberes e conhecimentos, potenciando e aplicando as medidas interventivas contempladas no programa de intervenção.
    A conjuntura atual, social e económica, poderá levantar grandes dificuldades que deverão ser colmatadas por aquilo que melhor existe no mundo: as pessoas.
    A escola contemporânea, para além de uma contínua alternância de modalidades de atendimento deve pugnar para que o seu papel extravase barreiras tornando-se um centro de atividades comunitárias que se ajuste às crianças e respetivas famílias.
    Um bem haja e parabéns pelo BLOG!
    Carlos Martins (aluno de mestrado em Educação Especial – ISCE Felgueiras 2011-2012)

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  3. Antes de mais, gostaria de felicitar a professora Celmira pela criação deste espaço e por todo o trabalho que tem desenvolvido nesta área, pois percebe-se facilmente que é um trabalho de extrema importância que a professora tem desenvolvido com muito empenho.
    Na unidade curricular de Intervenção Educativa Precoce fiquei mais sensibilizada e atenta para perceber a importância que tem uma intervenção o mais precoce possível. Sem dúvida que esta disciplina veio enriquecer-me como pessoa e como profissional da educação, sensibilizando-me e transmitindo-me o quanto é importante a intervenção precoce centrada na família.
    Penso que o gosto e interesse que adquiri em relação a esta temática adveio da forma como a professora conduziu as aulas, pois considero que foram sempre muito gratificantes, onde se abordaram assuntos oportunos e conteúdos de bastante interesse, onde existiram momentos de partilha, de discussão e de troca de experiências, sempre num ambiente descontraído e simpático.
    Sei que nem tudo será fácil e que, provavelmente, encontrarei muitas situações problemáticas ao longo da minha vida profissional, mas fiquei contente por perceber que, por vezes, bastará um simples gesto para fazer uma família ou uma criança feliz.
    A mensagem mais importante que me ficou na memória é de que é preciso conhecer bem os contextos familiares para capacitar, corresponsabilizar, fortalecer, conduzir e auxiliar as famílias que são a base do desenvolvimento de qualquer criança.

    Teresa Moreira

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  5. Gostaria de felicitar a professora Celmira pelo seu excelente trabalho.
    Uma das memórias que guardo as suas aulas e o saber respeitar as famílias tal como são e saber integrá-las no trabalho com os técnicos.

    Isto faz-me lembrar um poema de Fernando Pessoa

    Tenho tanto sentimento
    Que é frequente persuadir-me
    De que sou sentimental,
    Mas reconheço, ao medir-me,
    Que tudo isso é pensamento,
    Que não senti afinal.

    Temos, todos que vivemos,
    Uma vida que é vivida
    E outra vida que é pensada,
    E a única vida que temos
    É essa que é dividida
    Entre a verdadeira e a errada.

    Qual porém é a verdadeira
    E qual errada, ninguém
    Nos saberá explicar;
    E vivemos de maneira
    Que a vida que a gente tem
    É a que tem que pensar.
    Fernando Pessoa, in "Cancioneiro"


    Gostaria ainda de partilhar um poema de Miguel Torga, que para mim pode representar o sentimento de alguns pais face a notícia,de serem portadores de um filho especial.
    Mãe:
    Que desgraça na vida aconteceu,
    Que ficaste insensível e gelada?
    Que todo o teu perfil se endureceu
    Numa linha severa e desenhada?

    Como as estátuas, que são gente nossa
    Cansada de palavras e ternura,
    Assim tu me pareces no teu leito.
    Presença cinzelada em pedra dura,
    Que não tem coração dentro do peito.

    Chamo aos gritos por ti — não me respondes.
    Beijo-te as mãos e o rosto — sinto frio.
    Ou és outra, ou me enganas, ou te escondes
    Por detrás do terror deste vazio.

    Mãe:
    Abre os olhos ao menos, diz que sim!
    Diz que me vês ainda, que me queres.
    Que és a eterna mulher entre as mulheres.
    Que nem a morte te afastou de mim!

    Miguel Torga, in 'Diário IV'
    Ângela Ferreira

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  6. Boa tarde

    Antes de iniciar o Mestrado em Educação Especial já conhecia o blog e lia com alguma regularidade as informações nele postadas.
    Infelizmente ainda não tive o prazer de conhecer pessoalmente a Doutora Celmira uma vez que me encontro a lecionar longe do local onde as aulas presenciais do Mestrado ocorrem, contudo verifico facilmente a sua capacidade enquanto professora no domínio de todas as responsabilidades que assume.
    Relativamente ao processo educativo de uma criança penso que depende fundamentalmente dos seus pais e dos seus professores. Daí a importância de uma aliança comum entre ambos. A função mais importante dos professores consiste em apoiar, assessorar e formar os pais para conseguir a máxima participação ativa dos mesmos no processo pedagógico terapêutico do seu filho (ATAM, 2008). Esta afirmação tem ainda mais sentido quando a criança é portadora de necessidades educativas especiais.
    As pessoas com necessidades educativas especiais devem experienciar sentimentos como amor, amizade e o sentimento de continuidade nas suas vidas. Tal como todos, têm altos e baixos, reações favoráveis e desfavoráveis aos seus acontecimentos de vida.

    Luís Paiva (Aluno Mestrado Educação Especial: Domínio cognitivo e motor - ISCE)

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  7. Desde já gostaria de deixar uma palavra de conforto e coragem para todos os pais de crianças com NEE e um grande bem haja à Drª Celmira, por esta iniciativa, de poder ajudar as famílias destas crianças.
    Todos sabemos, em especial os pais, o quão difícil é tentar ajudar estas crianças a desenvolverem-se e a poder ultrapassar dificuldades, inclusive as fontes de stress que poderão surgir.
    Tratamentos médicos muito caros, crises de desanimo e preocupação, dificuldades em encontrar um lugar para deixar o filho, as rotinas que estas crianças precisam, a fadiga e o pouco tempo livre, por vezes problemas conjugais e ciumes por parte de outros filhos, etc…
    Mas é na família, no seio da família, que estas e outras crianças fazem as suas primeiras aquisições e aprendizagens, é lá que adquirem valores e toda uma herança cultural, importante para que cresçam e se tornem indivíduos capazes.
    Contudo, a família por si só pouco consegue perante tantas necessidades, é importante que andem lado a lado com a escola e que possam contar com instituições, e este é um bom exemplo.
    É essencial que estas famílias consigam renascer e tornar mais fácil o caminho que terão que percorrer.
    Eva Pereira

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  8. Boa noite!
    Primeiro, gostaria de felicitar a Dr.ª Celmira não só pela força extraordinária e entusiasmo que transmitiu em todas as suas aulas, como também por todo o trabalho e ações que desenvolve em prol dos outros.
    Relativamente à Intervenção Precoce, considero que a mesma contribui para melhorar as atitudes parentais quer no que diz respeito a eles mesmos quer ao seu filho com necessidades especiais, no sentido de lhes proporcionar mais informação e melhores competências para lidar com a situação. Esta intervenção só é possível se houver toda uma equipa de profissionais disponíveis para entender estas famílias por forma a ajudá-las a aceitar e assim a ultrapassar os desafios que lhes vão sendo apresentados diariamente.
    Termino assim com um belíssimo poema de Sebastião Gama, esperando que o mesmo sirva de conforto e de ânimo para enfrentar a vida!
    «Pelo SONHO é que vamos,
    comovidos e mudos.
    Chegamos? Não chegamos?
    Haja ou não haja frutos,
    pelo sonho é que vamos.
    Basta a FÉ no que temos,
    basta a ESPERANÇA naquilo
    que talvez não teremos.
    Basta que a ALMA demos,
    com a mesma ALEGRIA
    ao que desconhecemos
    e ao que é do dia-a-dia.
    Chegamos? Não chegamos?
    ─ Partimos. Vamos. Somos.»

    Fernanda Silva (Aluna do Mestrado de Educação Especial - ISCE)

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  9. Desde já começo por agradecer à professora Celmira este espaço e felicitá-la pelo excelente trabalho que tem desenvolvido, pelo seu singular carisma e pela sua permanente disponibilidade em ajudar no decorrer das aulas. A sua dinâmica e empenho foram ingredientes fundamentais para que a nossa motivação e interesse crescesse sessão após sessão.
    A unidade curricular de Intervenção Educativa Precoce representou sem dúvida uma salutar experiência de aprendizagem, permitindo a todos os mestrandos deste curso adquirir um melhor conhecimento nesta área, nomeadamente o valor crucial de uma intervenção rápida e adequada centrada na família e baseada no modelo de organização transdisciplinar.
    Estou certa de que as aulas de Intervenção Educativa Precoce bem como todos os conhecimentos assimilados nas mesmas aumentaram a minha bagagem profissional e pessoal, representando uma mais valia que se refletirá no meu desempenho em ambas as vertentes.
    Termino deixando um bem haja e votos de felicidades para a professora Celmira e para todos os seus projetos profissionais.
    Alexandra Sampaio (Mestrado Educação Especial ISCE)

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  10. Reflexão sobre o contributo da disciplina de Intervenção Precoce na minha formação enquanto professor.

    Esta unidade curricular contribuiu para que eu adquirisse conhecimentos sobre métodos e estratégias de intervenção pedagógica direcionados para o sucesso escolar e social das crianças e jovens com necessidades educativas especiais (NEE). Também me proporcionou uma atualizada aprendizagem científica e técnica de modo a desenvolver competências profissionais para uma adequada intervenção no sistema educativo ao nível da otimização do trabalho junto dos alunos com NEE.

    Conhecimentos, capacidades e competências por mim adquiridas em Intervenção Precoce (IP).

    -Capacidade de análise crítica sobre a legislação e literatura científica em Primeira Infância e IP.
    -Aquisição de competências de observação e de intervenção direta com as famílias como: a identificação dos recursos e das necessidades da criança e da família; a identificação do plano dos apoios a prestar; o estabelecimento do plano individual de apoio à criança e à família; promoção de práticas ecológicas e avaliação dos resultados. -Aquisição de competências de observação alargada: avaliação do impacto dos contextos de vida e vários níveis ecológicos no desenvolvimento da criança; avaliação da qualidade de vida da criança.
    -Aquisição de competências de intervenção: promoção de oportunidades de socialização e de desenvolvimento em domicílio; preparação das transições; promoção de oportunidades de integração da família na comunidade.
    -Habilitação para o trabalho em equipa e estabelecimento de parcerias.

    Os conhecimentos, capacidades e competências por mim adquiridas nesta unidade curricular farão com que eu seja uma profissional mais atenta e responsável. Farão com que eu promova o desenvolvimento de processos de intervenção adequados às características, interesses e necessidades de cada aluno.
    Gostei muito da disciplina e particularmente da professora, pela forma simples e alegre com que transmite os conhecimentos. Espero que continue assim. A sociedade precisa de pessoas “especiais” como a professora. Gostei muito de a conhecer.

    Maria da Conceição Gouveia Ribeiro, aluna nº 21811 ISCE, Felgueiras

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  11. Para começar gostaria de felicitar a Professora Celmira pelo trabalho desenvolvido nesta área. É muito gratificante saber que existem pessoas competentes e humanas que sabem a melhor forma de atuar em situações que por vezes chegam a ser dramáticas para os pais que têm crianças com NEE.
    Nesta disciplina aprendi imensas coisas, uma delas foi sobre o modelo que mais poderá adequar-se ao trabalho em Intervenção Precoce na Infância (transdisciplinar) e que deverá, portanto, dirigir-se às famílias e às crianças, preocupando-se com os aspetos ligados à promoção do desenvolvimento da criança, assim como com o apoio global à família.
    Estas famílias apresentam muitas necessidades e precisam de respostas eficazes para muitas das suas dúvidas e preocupações e quem melhor pode ajudar nestas situações delicadas da sua vida é a Equipe de Intervenção Precoce, para apoiar e encaminhar estas famílias para darem o seu melhor no percurso destas crianças “diferentes”. E com ajuda desta disciplina cheguei à conclusão de que, esta ajuda pode ir até às coisas mais básicas, tais como: Informação sobre como falar/brincar com a criança; Informação sobre como pegar na criança; Informação sobre qualquer tipo de deficiência que a criança possa ter; sobre serviços futuros que a criança possa vir a beneficiar; Ajuda para pagar despesas tais como comida, casa, cuidados médicos, roupas ou transportes; Ajuda para arranjar qualquer tipo de equipamento especial que a sua criança necessite; Ajuda para pagar a terapia, infantário ou outros serviços que a criança necessite; Ajuda para conseguir um emprego.
    Apesar da vivência atribulada, causada pelo impacto da criança com NEE no sistema familiar, o papel da família é crucial para ajudar os seus membros a conseguir lidar com o “stresse” das suas vidas nesta crise acidental.

    Estefânia Barroso

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  12. Antes de mais, quero facilitar a DrªCelmira, e todos os “seguidores” pelo excelente trabalho. Ajudar famílias de crianças com NEE e sem dúvida um trabalho gratificante.
    Sabemos que o dia-a-dia, de uma família com crianças/adultos com defeciencia não é fácil. As barreiras são muitas e as ajudas são poucas. É uma luta constante para garantir o melhor para essas crianças/adultos. Os pais lutam constantemente para garantir o conforto, a autonomia e acima de tudo o equilíbrio emocional destes. É uma caminhada longa com muitos obstáculos. Mas quando apoiada tudo se torna mais fácil.
    Eu tenho dois irmãos portadores de paralisia cerebral, a Lili (hemiplegia e ananismo) e o Roberto (tetraplégico) nasceram prematuros. O diagnóstico foi feito precocemente, a equipa médica foi muito sensível com os meus pais, aliás elaboraram um relatório a descriminar detalhadamente a patologia de ambos. Ainda tiveram o cuidado de especificar que cuidados e que procedimentos deveríamos de ter para desenvolver o potencial de cada um.(nasceram em Africa-do-sul). Tinham 2 anos quando chegaram a Portugal. Os meus pais associaram se ao centro de paralisia, e foi ai, com ajuda da equipa que se iniciou todo o processo de intervenção. Tiveram uma educadora que trabalhava com eles em casa até aos 3 anos. Formam para o infantário e felizmente tiveram umas educadoras excelentes. Progrediram muito. É obvio que nos três anos que estiveram no infantário, havia reuniões com todas as pessoas intervenientes no processo, havia colaboração entre as diferentes técnicos envolvidos, os meus pais estavam diariamente presentes em todas as decisões. Quando transitaram para o 1º ciclo, mais uma vez, tiveram umas excelentes professoras. Muito empenhadas. A colaboração entre a escola e família era diária. Tentávamos sempre entender onde residia as dificuldades e depois atuávamos em conjunto. Sempre que surgisse uma barreira a família(pais e irmãos) tentava ultrapassar da melhor forma. Nem tudo era um mar de rosas, mas com ajuda da associação conseguimos ultrapassar muitas delas.Com muita batalha conseguimos o material adaptado essencialmente para ele. O material para pessoas com deficiência em Portugal é muito caro, um exagero comparado com outros países. Nem todas as famílias têm poder económico para suportar tantas despesas, neste sentido é necessário que os pais estejam informados, pois têm direito a ajudas técnicas e a outros serviços. “Não podemos baixar os braços”.
    Entretanto o roberto e a Lili transitaram para o 2 ciclo. Estávamos preocupados. Era um espaço diferente, com muitos professores. A Lili tinha problemas na orientação no espaço, e era pouco sociável, o Roberto ao contrário da Lili apenas tinha problemas de mobilidade física sendo ele muito sociável. Ele teve uma boa adaptação, e apesar das suas limitações físicas, transitou. A Lili não transitou, não queria ir para a escola, sentia se discriminada. Foi necessário trocar-lhe de turma e a partir desse momento ela mudou. Aliás chegava a casa e dizia e dizia: mãe já tenho amigos para brincar e para sair. Foi um alívio. Temos que agradecer o empenho da prof.de educação especial. No 3º ciclo tiveram muita sorte com os professores mais uma vez eram empenhados. Felizmente foram sempre muito bem acompanhados tanto pela comunidade escolar, como pela família e também por vários serviços. Foi necessário muito empenho.
    É de realçar que a nível cognitivo a Lili tem limitações enquanto o Roberto não. Hoje em dia o Roberto encontra-se na universidade, no terceiro ano de Solicitadoria, apesar das várias barreiras encontradas na universidade, ele é um lutador. A Lili está a realizar o sonho dela que era crescer. Apenas quero deixar uma mensagem aos pais: Nunca desistem dos seus filhos, sejam lutadores e tenham muita força e coragem, pois é tão bom vê-los a progredir…e quando digo progredir é por exemplo conseguirem pegar num copo sozinhos, conseguirem levar a colher à boca, terem um postura mais correta, conseguirem fazer a sua higiene, terem sucesso escolar, etc etc etc…
    Mónica Ferreira

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  13. "A criança
    Toda a Criança
    Seja de que raça for
    Seja negra, branca, vermelha ou amarela,
    Seja rapariga ou rapaz,
    Fale a lingua que falar
    Acredite no que acreditar,
    Pense o que pensar;
    Tenha nascido seja com for,
    Ela tem direito...
    E nesse mundo ela vai crescer.

    Já a mãe teve direito,
    A toda a assistência que assegura um nascer perfeito,
    E depois, a criança nascida,
    Depois da hora radical do parto
    A criança vai receber
    Amor,
    Alimentação,
    Casa,
    Cuidados médicos,
    O amor sereno de mãe e pai,
    Rir,
    Brincar,
    Crescer,
    Aprender a ser feliz...

    Mas há crianças que nascem diferentes
    Vamos dar a estas crianças um amor maior ainda.
    Os pais de todo o mundo que rodeia a criança
    Vão participar na aventura,
    Maravilhosa Aventura!
    Nunca mais haverá uma criança só."

    E fundamentalmente...
    Uma família só
    A IP está com as famílias.
    (Extrato do poema Direito das crianças de Matilde Rosa Araújo)

    Bruna Silva, Aluna do Mestrado de E.E., ISCE, nº 23111

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  14. A LEQUE foi uma das associações que mais ouvimos falar e, sem dúvida, é um espaço que vou querer visitar, para ver de perto como trabalham os profissionais que lá, todos os dias, ajudam as crianças e os pais a ter uma vida com maior qualidade. O contato e a observação do trabalho que é feito pelos outros professores de EE ajuda-nos a adquirir conhecimentos para o nosso trabalho futuro. Pois nesta profissão cada caso é um caso e nós temos que estar preparados para dar a melhor resposta a estas famílias que depositam a sua esperança no nosso trabalho.
    Lúcia Ferreira Aluna do Mestrado de E.E. no ISCE de Felgueiras

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  15. Olá bom dia.
    Antes de começar a falar das aulas leccionadas pela professore Celmira, não posso deixar de lhe dar os parabéns por este blog que está muito bom. Reconheço que não conhecia mas agora vai passar a ser um blog que vou seguir com curiosidade.
    Propôs-me tirar este mestrado de NEE para me tornar num melhor profissional, melhorar as minhas competências para potenciar o desenvolvimento de todas as crianças.
    Esta unidade curricular (Intervenção Precoce) tem uma grande importância em todo este processo. Isto porque a intervenção que se faz numa criança, quanto mais precoce ela acontecer melhores resultados vamos encontrar, onde a criança consegue um melhor desenvolvimento e o principal atenua ou não deixar desenvolver a sua deficiência.
    Temos de referir que toda esta intervenção é centrada na família e não só na criança, isto para que a sua intervenção seja global e que se crie um contexto familiar propicio à criança e que aconteça uma boa integração no meio social para que tenha um bom desenvolvimento.
    Abordamos a importância de uma equipa transdisciplinar na sua intervenção onde supõe a existência de um conceito de equipa mais forte, estruturado e dinâmico, existindo uma total co-responsabilidade de todos os membros, nas tomadas de decisão e na avaliação dos resultados, assume como fundamental o suporte mútuo e a partilha de informação e conhecimento entre os diferentes intervenientes, cada técnico integra conhecimentos e estratégias que ultrapassam a sua formação de base por fim centra-se nas necessidades da criança e não na especialização dos técnicos. Toda esta dinâmica de equipa e de ajuda mútua é centrada num único fim, que é ajudar a potenciar o que a criança tem de bom e minimizar o mais possível a deficiência encontrada na criança.
    Por fim, não posso deixar de agradecer à professora Celmira, o modo dinâmico, cativante, prazer e emocionante como dava as aulas o que entusiasmava a procurar mais informação como se processava a intervenção precoce e a sua evolução ao longo do tempo.

    Saudações académicas,

    Daniel Moreira, Mestrado em Educação Especial ISCE Felgueiras.

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  16. Começo por felicitar a Professora Celmira pelo excelente trabalho que tem vindo a desenvolver. É gratificante saber que existem pessoas que dão o seu melhor em prol de outros.


    MÃES DE CRIANÇAS ESPECIAIS

    Aquela criança, ansiosamente aguardada,
    será agora muito mais amada...
    Por não ser uma criança perfeita,
    chamam-na deficiente física...
    Deficiente... por que?
    Pensa, fala, age, ama
    como todas as crianças...
    Apenas requer cuidados especiais,
    por ser uma criança especial...
    Sua capacidade de amar
    é algo sem par...
    Não sabe o que é inveja,
    não teme a concorrência...
    Sua real beleza está na alma...
    Seu sorriso comove e acalma...
    Como o seu coração é cheio de amor,
    esse amor pede igual calor...
    Para ela, os seus problemas,
    não constituem dilemas...
    São apenas obstáculos a serem vencidos...
    Seus esforços jamais serão perdidos...
    Apenas querem ser amadas,
    e jamais desprezadas...
    Ser mãe de uma criança especial,
    é algo muito especial...
    Pode-se dizer que é uma dádiva divina...

    Marcial Salaverry


    Marília Camões, Mestrado em Educação Especial ISCE Felgueiras

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  17. Sentidos

    Olhar distante, voz desesperada

    Na incompreensão de sentidos

    Entre aromas defraudados

    Sabores deturpados

    E uma escrita rabiscada.



    Num tão só gesto delicodoce,

    O abraço perfumado

    Faz renascer a criatura,

    Outrora distante

    Hoje um hino de bravura.



    O azul estende o sonho

    O horizonte ganha rosto,

    A palavra tem sentido,

    E o mundo volta a ser desenho

    Sem qualquer partido.





    A ideia do poema é a seguinte:

    A partir dos 5 sentidos (visão, audição, olfato, tato, paladar), na primeira estrofe está presente o diagnóstico, ou seja, o que se observa na pessoa com NEE. Depois de conhecidos os sintomas vem a parte do acompanhamento da pessoa especializada que vai fazer ‘renascer’ a pessoa em causa através da sua compreensão, mostrada em gestos calmos e serenos, apresenta-lhe a vida e como se movimentar nela (segunda estrofe). Por fim, na terceira estrofe o azul, que significa o além ou o horizonte, começa a fazer sentido e a pessoa sente-se enquadrada no meio que a rodeia, porque é igual a todos os outros (sem partido).

    Bárbara Mendes, Mestrado em Educação Especial ISCE Felgueiras

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  18. Tal como para todas as mães, o nascimento da minha primeira filha foi uma experiência verdadeiramente única, a qual suscitou em mim uma mistura de sentimentos que foi desde a curiosidade, a ansiedade, até à felicidade extrema do primeiro encontro.
    Apesar de estar preparada para lidar com o nascimento da minha filha, não o estava, para enfrentar uma “imperfeição”.
    Quando o filho esperado nasce com deficiência ou malformação, assiste-se a uma dura prova para os pais, bem como a uma ameaça às suas crenças e expectativas sobre o bebé que fantasiavam e idealizavam. Felizmente, a Matilde é hoje uma criança saudável, no entanto, nasceu com uma malformação na laringe, um “palavrão” chamado: Laringomalacia, (que resumidamente, consiste numa malformação congénita da laringe. É uma doença autolimitada, com resolução espontânea, da qual, hoje a Matilde já não tem quase nenhuma sequela). A Matilde fazia um estridor constante ao respirar. De facto, o impacto desta notícia foi verdadeiramente violento. Violento, foram também os olhares, os comentários que fui ouvindo sobre a minha filha. Foi um período difícil e doeu! Mas dessa dor, tentei retirar uma lição para toda a vida: amar a minha filha incondicionalmente, com ou sem “imperfeições”.

    Susana Sá Pinto

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  19. Poema sobre os Direitos da Criança

    A criança,
    Toda a criança,
    Seja de que raça for
    Seja negra, branca, vermelha ou amarela,
    Seja rapariga ou rapaz,
    Fale a língua que falar,
    Acredite no que acreditar,
    Pense o que pensar,
    Tenha nascido seja onde for,
    Ela tem direito…


    …A ser para o homem a
    Razão primeira da sua luta.
    O homem vai proteger a criança
    Com leis, ternura, cuidados,
    Que a tornem livre, feliz,
    Pois só é livre, feliz
    Quem pode deixar crescer
    Um corpo são,
    Quem pode deixar descobrir
    Livremente
    O coração
    E o pensamento.
    Este nascer e crescer e viver assim
    Chama-se dignidade.
    E em dignidade vamos
    Querer que a criança
    Nasça
    Cresça,
    Viva…


    E a criança nasce
    E deve ter um nome
    Que seja o sinal dessa dignidade.
    Ao sol, chamamos Sol
    E à vida, chamamos Vida
    Uma criança terá o seu nome também.
    E ela nasce numa terra determinada
    Que a deve proteger.
    Chamemos-lhe Pátria a essa aterra,
    Mas chamemos-lhe antes Mundo…

    E nesse mundo ela vai crescer:
    Já a sua mãe teve o direito
    A toda a assistência que assegura um nascer perfeito.
    E, depois, a criança nascida,
    Depois da hora radial do parto,
    A criança deverá receber
    Amor,
    Alimentação
    Casa,
    Cuidados médicos,
    O amor sereno de mãe e pai.
    Rir,
    Brincar,
    Crescer,
    Aprender a ser feliz…


    …Mas há crianças que nascem diferentes
    E tudo devemos fazer para que isto não aconteça.
    Vamos dar a essas crianças um amor maior ainda.


    E a criança nasceu
    E a desabrochar como
    Uma flor
    Uma árvore,
    Um pássaro,
    E
    Uma flor,
    Um a árvore,
    Um pássaro
    Precisam de amor – a seiva da terra, a luz do sol.
    De quanto amor a criança não precisará?
    De quanto amor a criança não precisara?
    De quanta segurança?
    Os pais e todo o mundo que rodeia a criança
    Vão participar na aventura
    De uma vida que nasceu.
    Maravilhosa aventura!
    Mas se a criança não tem família?
    Ela tê-la-á sempre: numa sociedade justa
    Todos serão sua família.
    Nunca mais haverá uma criança só
    Infância nunca será solidão.


    E a criança vai aprender a crescer.
    Todos temos de ajudar!
    Todos!
    Os pais, a escola, todos nós!
    E vamos ajudá-la a descobrir-se a si própria
    E aos outros.
    Descobrir o seu mundo,
    A sua força,
    O seu amor,
    Ela vai aprender a viver
    Com ela própria
    E com os outros:
    Vai aprender a fraternidade,
    A fazer fraternidade
    Isto chama-se educar:
    Saber isto é aprender a ensinar.


    Em situação de perigo
    A criança, mais do que nunca,
    Está sempre em primeiro lugar…
    Será o sol que não se apaga
    Com o nosso medo,
    Com a nossa indiferença:
    A criança apaga, por si só,
    Medo e indiferença das nossas frontes…


    A criança é um mundo
    Precioso
    Raro
    Que ninguém a roube,
    A negoceie,
    A explore
    Sob qualquer pretexto.
    Que ninguém se aproveite
    Do trabalho da criança
    Para seu próprio proveito.
    São livres e frágeis as suas mãos,
    Hoje:
    Se as não magoarmos
    Elas poderão continuar
    Livres
    E ser a força do mundo
    Mesmo que frágeis continuem…


    A criança deve ser respeitada
    Em suma,
    Na dignidade do seu nascer,
    Do seu crescer,
    Sado seu viver.
    Quem amar verdadeiramente a criança
    Não poder
    Á deixar de ser fraterno:
    Uma criança não conhece fronteiras,
    Nem raças
    Nem classes sociais:
    Ela é o sinal mais vivo do amor,
    Embora, por vezes, nos possa parecer cruel.
    Frágil e forte, ao mesmo tempo,
    Ela é sempre a mão da própria vida
    Que se nos estende, nos segura
    E nos diz:
    Sê digno de viver!
    Olha em frente!

    Sandra Castro Fraga

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  20. Aos 24 anos, quando a única preocupação prendia-se com o término do curso superior, eis que surge um pequeno contratempo…. Ao sair da faculdade senti um “arrepio” e a partir daí fui perdendo a força nos membros (inferior e superior) direitos, até ser internada, no hospital, durante quinze dias.
    Até dar entrada no hospital experimentei, um pouco, a sensação de ser privada de realizar tudo aquilo que sempre fiz como, escrever, pegar num copo, andar normalmente…
    Durante a “estadia” no hospital descobriram que as pequenas limitações eram causadas por lesões cerebrais e a minha primeira pergunta foi: ”Como isto aconteceu?”. Desconfiava de Esclerose Múltipla! Eu acarei essa hipótese com receio mas com forças para lutar contra a doença…. A minha família não! Sofreram bastante com a possibilidade e com as limitações que experimentava e que poderiam se agravar.
    As lesões aumentaram, mas consegui, novamente, fazer tudo aquilo que sempre fiz e mais ou menos com a mesma facilidade, e até à data apenas me diagnosticaram um Encefomielite Aguda… Palavrão que quer dizer lesões no cérebro…Ainda hoje tenho consultas e exames periódicos.
    Com esta pagina da historia da minha vida apenas quero deixar a ideia que tanto o “doente” como a sua família devem ser ajudados e apoiados para que juntos consigam ultrapassar as dificuldades…

    Mónica Carvalho

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  21. As aulas de IP foram bastante enriquecedoras, não apenas para a minha formação profissional, mas também e, sobretudo, pessoal! Para além de todos os conhecimentos que a Professora Celmira transmitiu, que são uma mais valia importantíssima para mim enquanto professora,tornou-me mais sensível e atenta às questões relacionadas com a IP em particular e as NEE em geral.
    Para isso contribuiu, em grande parte, os conhecimentos científicos que a Professora nos transmitiu, mas sobretudo a paixão com que falou do seu projeto, da sua associação e dos "seus" meninos. É um exemplo inspirador de como podemos fazer sempre algo por esses meninos "especiais", de modo a conseguir dar-lhes o máximo de qualidade de vida, ajudá-los a ultrapassar ou minimizar as suas limitações e, acima de tudo, fazê-los felizes a eles e suas famílias, que muitas vezes passam por muito sofrimento e angústia. É realmente inspirador constatar que a nossa professora "furacão" corre "mundos e fundos" pelos seus meninos e respetivas famílias, investindo não apenas na formação parental, como na felicidade dessas famílias, proporcionando-lhes experiências inesquecíveis, como será certamente a iniciativa mais recentemente promovida, relativa ao campo de férias para crianças com NE.
    Esperamos para ver as fotos de mais uma deliciosa iniciativa e os sorrisos estampados nos seus rostos.

    Bem haja,
    Carla Vasconcelos - aluna do Mestrado EE - ISCE Felgueiras

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  22. Aquilo de que todos nós precisamos é de informação, entusiasmo e atitude! Uma verdadeira atitude foi o que presenciei nas aulas da disciplina de Intervenção Precoce. Parabéns pela forma entusiasta e apaixonante com que as dirigiu.
    Nem sempre o papel dos pais é visto com a verdadeira importância que têm em todo o processo. É fácil apontar o dedo e virar as costas mas, projetos como a escola de pais provam que este é que é o caminho certo.
    Esta disciplina e, de um modo geral, o mestrado, incutiram-me uma forma de observar e atuar na realidade com que me deparo, que jamais será a mesma. A disciplina de Intervenção Educativa Precoce proporcionou-me o conhecimento e o despertar para ver a realidade, seja ela qual for, com uma postura positiva e de otimismo e não de conformismo e derrota. Esta responsabilidade é minha e de todos aqueles que se cruzaram nesta aprendizagem.
    A Intervenção Precoce deveria ser um direito de todas as crianças e famílias que necessitam de todo o tipo de apoios. É urgente fazer com que os bons exemplos, como a Escola de Pais, sejam estudados implantados e dinamizados nas zonas em que não existem, da mesma forma, que se implantam tantas outras medidas que por vezes não são tão prioritárias.
    “O amor é a única coisa que cresce a medida que se reparte.” Antoine de Saint-Exupèry
    “Por um mundo onde sejamos socialmente iguais, humanamente diferentes e totalmente livres.” Rosa Luxemburgo

    Elvira Teixeira

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