segunda-feira, 25 de junho de 2012


Espaço para os/as formandos/as (alunos/as) do ISCE (Instituto Superior de Ciências Educativas) de Mangualde expressaram as suas opiniões sobre as aulas de Intervenção Precoce na Infância e Formação Parental.





18 comentários:

  1. Dulce Lourenço - Isce Mangualde.
    Penso que a família desempenha uma valorosa função na educação da criança, quer ela tenha ou não problemas, uma vez que é ela a fonte natural dos afetos. A atitude dos pais para com o filho, ainda bebé, contribui para lhe dar um sentimento de proteção, segurança, afeto que é a condição base para que mais tarde ela tenha confiança em si própria e nos adultos.
    A família é também o primeiro contexto de socialização da criança. O problema surge quando a criança ou família apresenta algumas dificuldades, sociais ou outras e os pais perdem um pouco a sua atitude perante a sociedade e os seus filhos.
    É necessário, por isso, que haja quem os ajude a não perderem a sua responsabilidade no desempenho da função que lhes é própria. Para isso, e no meu entender é muito importante a compreensão dos profissionais e técnicos que trabalham com as famílias. A compreensão ajuda a procurar a melhor solução para pais e filhos, sendo nesta atitude de diálogo que se encontrarão respostas essenciais para o bem de todos. Assim, a partilha, a comunicação, a ajuda, o apoio, o afeto, o respeito, o carinho, são a base para resolução de muitos problemas.

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  2. Começo este meu comentário por dar os meus sinceros PARABÉNS à professora Celmira Macedo, sem esquecer de toda a sua equipa que faz ser possível todo o trabalho que têm feito.
    Não poderia estar mais de acordo que "o caminho faz-se caminhando...", pois a "escola de pais.nee" e associação Leque são as pedras de um caminho, onde muitas famílias fortalecem os seus pilares e ganham forças para viver a vida tal como ela é. Tudo é diferente, na vida não temos nada igual e ninguém é igual, somos todos diferentes.
    As famílias que procuram este "caminho" ganham a esperança, fundamental para viverem com otimismo e com muita vontade de lutar pela felicidade e bem estar emocional. Uma família que esteja bem emocionalmente consegue ser feliz e transmitir felicidade às pessoas com quem vivem.
    Os resultados de todo este trabalho devem ser exemplo para todo o nosso país, pois se numa localidade tão pequena se consegue tanto sucesso por que não alargar as escolas de pais.nee por todo o país? Nós todos precisamos de um país mais solidário, os pais e mães de crianças com nee precisam de ser valorizadas e como pertencentes a uma comunidade devem estar verdadeiramente incluídas. Estas famílias necessitam de uma rede de apoio social estável e próxima, pois é urgente que estas familias tenham a qualidade de vida que merecem.
    Mais uma vez felicito este projeto, pois o seu grande objetivo "promover a capacitação familiar" é verdadeiramente essencial para a felicidade das nossas crianças, que tão especiais são.
    Comentário de Paula Alexandra Serra - ISCE MANGUALDE

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  3. Uma criança especial

    De um modo geral, o nascimento de uma criança é rodeado de muitas expectativas e comemorações, bem como dúvidas e ansiedades em relação à saúde, à vida e ao futuro do bebé. Tais sentimentos aumentam quando os pais são informados de que tiveram uma criança com algum tipo de incapacidade. Nessa situação, os pais normalmente enfrentam períodos difíceis, devido a fatores emocionais, numa experiência de intensa frustração.
    Este diagnóstico quase sempre causa sofrimento, desconforto, embaraço, lágrimas e confusão para todos os membros da família, além de grandes exigências de tempo e recursos.
    Exercer a função de pais de uma criança especial é um papel novo e complexo que precisa de ajuda.
    Felizmente, no nosso país existem projetos que podem ajudar a ultrapassar estes momentos críticos com a ajuda de profissionais sem nos sentirmos sozinhos.
    O projecto de apoio a famílias de crianças com necessidades especiais no distrito de Bragança, presidido pela Dr. Celmira Macedo é exemplo de uma grande união e esforço das pessoas que nele estão envolvidas. Permite partilhar as experiências sobre a extensa caminhada percorrida e tem como missão a melhoria da qualidade de vida de pessoas com necessidades especiais/deficiência e suas famílias. Este projeto aceita a diferença, que alivia os dias das famílias e é um espaço onde todos se assumem pessoas.
    Todas as crianças são muito especiais, mas algumas precisam de um apoio, de uma atenção específica, de um acompanhamento e acima de tudo muito carinho.
    Termino o meu comentário felicitando todos os envolvidos neste projeto pelas suas ideias inovadoras que permitem a estas pessoas terem uma vida melhor com mais dignidade.

    Vera Ramos- ISCE MANGUALDE

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  4. “Mais vale uma grama de prática que toneladas de teoria.”
    Provérbio Hindu
    Nada mais certo que isto… Este provérbio traduz uma supremacia da prática sobre a teoria, ou seja, espelha aquilo que foi as aulas das Unidades Curriculares com a Dra. Celmira Macedo. A forma dinâmica como dinamizou as aulas aliada à sua experiência, teve frutos muito positivos e enriquecedores para a nossa formação pessoal e profissional. É estar em sala de aula e querer absorver tudo, ouvir e aprender cada vez mais e mais… Foi, sem dúvida, para mim, uma mais valia, um trunfo que poderei sempre usar e também partilhar, pois as experiências que lá vivi e as estratégias que aprendi, não vou esquecer e espero um dia aplicar para melhorar a qualidade de vida e desenvolver competências (atitudes, capacidades e conhecimentos)de quem realmente precisa e espera algo de nós. De facto, cada criança, com ou sem NE é um desafio às nossas capacidades educativas, mas também uma oportunidade para nos consolidarmos como adultos.
    Parabéns a todos os envolvidos pelo excelente trabalho desenvolvido no âmbito da escola de pais.nee, fundamental para que haja um trabalho em equipa, multidisciplinar, em que experiência dos pais seja equiparada ao saber médico, terapêutico ou universitário...

    Jennifer Maurício - ISCE MANGUALDE

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  5. " Em cada jardim, cada planta cresce o que a semente programa, mas também é verdade que ela cresce o que pode, ou seja, o que a deixam crescer"(Gomes-Pedro, 1995)
    A Unidade Curricular Educação Parental na Intervenção Precoce na Infância ensinou-nos que é possível superar problemas que poderiam acarretar um insucesso prolongado para crianças com necessidades educativas especiais e respetiva família.Ensinou-nos também como é importante não esquecer que o que a criança pode aprender vai, em parte, depender da família e dos técnicos que a rodeiam.
    À Dra. Celmira C. M. Macedo, o meu sincero obrigado pelo saber que transmitiu, pelo estímulo e motivação que vão certamente contribuir para o meu modo de ser, de estar e fazer na minha vida profissional e pessoal. Muitos parabéns pela forma dinâmica e entusiástica de como dinamizou as aulas.
    Sandra Sousa - ISCE Mangualde

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  6. As aulas serviram para ver que preciso melhorar a minha prática enquanto profissional, que ainda tenho muito caminho a percorrer na Intervenção Precoce.
    Serviram para perceber que apesar de dizermos muitas vezes às famílias que percebemos as dificuldades pelas quais estão a passar, na realidade não sabemos.
    Serviram para aprender estratégias de aproximação às famílias e motivação das mesmas para a resolução dos seus problemas.
    Serviram para me dar conta que às vezes estou tão preocupada em ajudar a criança no seu percurso que “esqueço” que primeiro tenho que capacitar, corresponsabilizar e fortalecer a família.
    Conceição Antunes- ISCE Mangualde

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  7. "Filho é um ser que nos emprestaram para um curso intensivo de como amar alguém além de nós mesmos, de como mudar nossos piores defeitos para darmos os melhores exemplos e de aprendermos a ter coragem. Isto mesmo! Ser pai ou mãe é o maior ato de coragem que alguém pode ter, porque é se expor a todo tipo de dor, principalmente da incerteza de estar agindo corretamente e do medo de perder algo tão amado. Perder? Como? Não é nosso, recordam-se? Foi apenas um empréstimo".
    José Saramago

    Parabéns, antes de mais à Dra. Celmira Macedo pelo livro Escola de Pais.nee. O livro em causa ajuda-nos, bem como ajuda estas famílias no seu “curso intensivo” para conseguir enfrentar as suas vidas futuras a ultrapassar as dificuldades que têm que enfrentar perante ainda uma sociedade que ainda não aceita bem as diferenças. Um dos aspetos mais importantes que me chamou a atenção ao ler o livro e ao assistir às aulas é de perceber que a Instituição Leque proporciona e possibilitar a educação para todos, no qual a criança tem direito à participação como membro ativo da sociedade na qual as escolas e serviços de saúde estão incluídos. Vincula que todas as crianças têm direito a uma educação de qualidade onde as suas necessidades individuais possam ser atendidas e onde elas possam desenvolver-se num ambiente enriquecedor e estimulante do seu desenvolvimento cognitivo, emocional e social.
    As aulas bem como o livro ajuda-nos a preparar a inclusão na Intervenção Precoce o que, deste modo, é um desafio e um compromisso educacional e social de modificação de atitudes discriminatórias da nossa sociedade, de criação de comunidades acolhedoras e de desenvolvimento de uma sociedade inclusiva e acolhedora, capaz de afirmar a cidadania e dignidade humana de todos os cidadãos.
    Bárbara Campos - ISCE Mangualde

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  8. Já à priori quero agradecer o facto ter ter conhecido uma Pessoa como a Professora Celmira. Só por isso já valeu a pena ter decidido realizar esta formação, porque provou possuir as três permissas necessárias a um formador/professor competente: o saber-saber; o saber-fazer e o saber-ser. Assim, alertou-me para o turbilhão de sentimentos e emoções que, tanto os pais como os profissionais, poderão experimentar pelo facto de conviverem com uma criança com necessidades especiais. Mostrou-me também o quanto dificil é, para estas famílias, o processo de vivência e aceitação de um filho com NE e consciencializou-me para que, se um dia trabalhar na área da Intervenção Precoce, através dos contatos com as famílias, permita que estas expressem os seus sentimentos e formas de pensar e assim seja capaz de criar relações de confiança e de empatia, para que possa de uma forma eficaz e positiva ajudar estas famílias.
    Anabela Nisa - ISCE Mangualde

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  9. “Não há não,
    Duas folhas iguais em toda a criação
    Ou nervura a menos, ou célula a mais,
    Não há, de certeza, duas folhas iguais.”
    António Gedeão
    Tal como não há duas folhas iguais, também não há duas crianças iguais, mas é essa diferença que nos enriquece…
    Não posso deixar de felicitar a Dr.ª Celmira pelo dinamismo e entusiasmo com que dá as suas aulas. Pela forma como ela nos conseguiu mostrar que quando se quer alguma coisa se consegue, com trabalho, empenho e dedicação, consegue-se.
    Desejando ajudar os pais a responder aos desafios com que se confrontam e a proporcionar contextos de promoção de uma parentalidade positiva, a Dr.ª Celmira em colaboração com a sua equipa tem procurado criar e regulamentar medidas de apoio ao desenvolvimento de competências parentais. Pelo livro e pelas aulas percebi que para isto acontecer a Dr.ª Celmira dedica a sua vida a esta causa.
    Depois de ter assistido às aulas e de ter lido o livro posso afirmar que ainda tenho muito que aprender, para que um dia possa ajudar as famílias a capacitarem-se de forma a darem ênfase às necessidades e problemas dos seus filhos.
    Rosa Loureiro – ISCE Mangualde

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    1. Como trabalho há alguns anos na Intervenção Precoce queria deixar uma palavra de agradecimento á Dra. Celmira e a toda a equipa que trabalha na Associção Leque pelo empenho,dedicação,por estas famílias.Como todos sabemos os pais com crianças com nee.precisam de um encontrar um caminho e alguém que lhes transmita confiança, a familía precisa de estar bem com ela própria para conseguir ultrapassar tantas barreiras que a vida e a sociedade lhe impõe.Por isso, a Associação Leque vem de encontro a estas necessidades , vem ajudar as famílias a capacitá-las,corresponsabilizá-las e fortalecê-las, para conseguirem um futuro melhor para elas e para os seus filhos.Não sei onde a Dra. Celmira foi buscar tanta energia e tanto dinamismo para conseguir construir esta Instituição . Por isso, a Instituição está de parabéns e todos os pais que a frequentam.Todos devemos agradecer-lhe por se preocupar com eles e de lhes proporcionar uma vida diferente com carinho, amor e confiança.
      Espero que com a divulgação do seu livro se consiga construir mais escolas de pais neste país.
      Graça Borges-ISCE-Mangualde


      Graça Borges-ISCE Mangualde

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  10. O nascimento de uma criança é um acontecimento de extrema felicidade para qualquer família. A perda do bebé idealizado e o nacimento de um bebé diferente provoca uma sequência de fases de comportamento parental que se inicia com atitudes de alteração comportamental, desapontamento e de apatia. É neste contexto que a Escola de Pais.nee aparece como instrumento de ajuda, auxiliando os pais/mães a conseguir olhar a vida com perspetivas construtivas e positivas.
    A Escola de Pais.nee ajuda a educar para a diferença desconstruindo mitos e estigmas da pessoa/criança com nee ajudando os pais/mães a capacitarem-se de competências de autonomia e autosuficiência, pois é na família que se inicia o processo de socialização da criança.
    Parabéns a todos os envolvidos neste projeto, especialmente à Dra. Celmira, pela sua força e dedicação a estas pessoas, acreditando e fazendo-as acreditar que é possivel viver na diferença com dignidade.
    Helena Gomes

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  11. “De pequenino se torce o pepino”, tantos outros provérbios portugueses poderiam refletir aquilo que se passa em termos de intervenção precoce.
    A Intervenção Precoce na Infância é o conjunto de medidas de apoio integrado centrado na criança e na família, incluindo ações de natureza preventiva e reabilitativa, designadamente no âmbito da educação, da saúde e da ação social.
    As equipas de IPI levam a cabo a sua missão com empenho e seguindo um protocolo que, de facto, permite um acompanhamento atempado e sistemático do desenvolvimento de cada bebé/criança. Na minha opinião intervir precocemente, passa, por acompanhar aquela criança e a sua família mais próxima, com um projeto de vida bem delineado, com um programa de apoio à criança, onde a família se deverá envolver. A família deve ser, a parte envolvente da criança e tudo e todos deverão girar no sentido de a desenvolver.
    Todos somos poucos para um trabalho concertado o qual deverá obedecer a regras fiáveis para se poder obter bons resultados.
    Á Dra. Celmira e a toda a equipa que trabalha na Associação Leque a continuação de bom um trabalho, empenho e dedicação a estas famílias, assegurando assim, condições facilitadoras de desenvolvimento de crianças com deficiência ou em risco de atraso de desenvolvimento grave, assim como reforçar e potenciar as interações e competências familiares.

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  12. Ao publicar o meu comentário no Blog, reparei que o mesmo não vai identificado, apenas vai como Anónimo com a data de 10 de setembro de 2012 15:23, pois por lapso não coloquei o meu nome. O último comentário no blog, foi publicado por Sofia Ramos.
    Obrigada a todos e as minhas sinceras desculpas.

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  13. Começo com uma frase que identifica muito bem o meu encontro com a prof. Celmira.
    “As pessoas certas aparecem no momento certo”.
    No dia anterior de conhecer a prof. Celmira, encontrava-me perdida no que dizia respeito ao tema do meu projeto, sabendo eu, que o tinha de direcionar para dar o meu contributo em ajuda aos pais de crianças com necessidades especiais. Pois por infelicidade tinha-me tocado a mim, a cerca de uma ano, uma doença degenerativa do sistema nervoso central, fatal, sem cura nem tratamento, no meu filho Francisco; que nasceu bem e fez as etapas de desenvolvimento de uma criança saudável até aos 3 anos de idade. Começando, desde então por perder rápido e progressivamente tudo que tinha adquirido até então (andar, falar, ver e comer…).
    Quando tive oportunidade de conhecer a prof. Celmira, senti de imediato, uma energia contagiante e reconheci que o seu trabalho, que hoje tanto admiro, era a peça chave no meu curso de formação.
    Em nome de todos os pais de crianças especiais, agradeço-lhe de coração por toda a sua dedicação e obra feita.
    Um bem-haja
    Anabela Mateus

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  14. peço desculpa pelo erro há
    Anabela Mateus

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  15. No meu comentário de 2 de julho não fiz referência às aulas da professora Celmira, sobre isso só posso dizer que adorei, aprendi muito. Muitas formações como esta devíamos ter ao longo dos anos de trabalho para nunca esquecermos da importância que um professor tem na vida daqueles que nos levaram a ter esta profissão - os alunos, as crianças, principalmente aquelas que mais precisam de nós.
    Professora Celmira, um grande bem-haja pelo que me transmitiu. Desejo-lhe muito sucesso na associação LEQUE e a nível pessoa.
    Dulce Lourenço - ISCE Mangualde

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  16. É uma tarefa muito árdua para as famílias gerirem o impacto que o diagnóstico lhes causa, pois isso envolve alterações em todo o sistema familiar. O impacto do diagnóstico é desastroso. As famílias sentem tristeza e têm de aprender a fazer o luto pelo filho que sonharam, o filho saudável. É por estas dificuldades que as famílias necessitam de muito apoio das redes sociais e de quem as rodeia. A falta desse apoio leva a que, a maioria, entre em stress familiar.
    O papel dos profissionais é um papel muito difícil porque lhes cabe a eles conduzir e encaminhar as famílias para onde seja necessário. O profissional vai ter um papel muito importante promovendo ações securizantes para as crianças e para as famílias.
    A formação da Escola de Pais.nee vai de encontro a essas necessidades das famílias. A Escola de Pais.nee vai conhecer as famílias para as capacitar, co-responsabilizar e fortalecer.
    Quero desde já dar os meus sinceros parabéns a toda a equipa da Escola de Pais.nee e da Associação Leque. Eles fazem um trabalho excelente. Dão às famílias o que elas mais necessitam. E quero também felicitar a Dra. Celmira pelo maravilhoso livro que escreveu, que nos dá a ideia exata do que é a formação da Escola de Pais.nee. A Dra. Celmira é a prova para todos os profissionais, principalmente para os jovens, que basta ter força de vontade e sensibilidade que se quisermos conseguimos o que queremos. Desde o primeiro instante que a Dra. Celmira me mostrou a sua garra e a sua dedicação no que faz. Com ela aprendi muito e ao mesmo tempo vi, que ao contrário do que pensava, estava muito longe de estar preparada para apoiar as famílias. Com ela aprendi também que devemos elogiar, segurar a mão do outro quando é preciso, que temos de nos deixar de lado e por o outro em primeiro e só assim conseguiremos realmente fazer um bom trabalho. Admiro-a muito pela sua experiência, pela dedicação, pela sensibilidade, pela lutadora que é e pela forma como transmite os seus conhecimentos. Desde as suas aulas mudei muito a forma de ver o mundo. Porque a sua formação, não ensinou só como lidarmos com as famílias, ensinou também a conhecermo-nos melhor e refletirmos sobre as nossas atitudes. Gostaria muito de continuar em formação. O livro Escola de Pais.nee relata exatamente a realidade. Ao lê-lo parece que estou de novo a ouvir as palavras da Dra. Celmira.
    A ela e a toda a sua equipa o meu bem-haja.
    Patricia Marques- ISCE Mangualde

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  17. “Ninguém se encontra preparado para se tornar pai de uma criança com problemas no seu desenvolvimento” (Baker, 1989)

    O diagnóstico da incapacidade de um filho, para além do sofrimento atroz que causa à família, obriga este sistema a repensar e reestruturar todo o seu funcionamento.

    Assim, estes necessitam do apoio de profissionais para os ouvir, encaminhar e auxiliar na transição do processo de luto à gestão das novas necessidades familiares.

    Devem começar-se, assim, a construir novos projetos com foco na família, que permitam à mesma gerir os recursos agora disponíveis para satisfazer as novas necessidades que surgem neste novo sistema.

    Desta forma, devem contar sempre com as redes de apoio presentes para, assim, se conseguirem capacitar, responsabilizar para a resolução dos novos problemas e, por conseguinte, se fortalecerem como unidade ao enfrentarem os novos desafios.

    Paula Mota

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